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Conhecendo nosso adversário: Carolina Panthers

Chegamos a última semana da temporada regular. Aos trancos e barrancos, com problemas de COVID-19, mas o New Orleans Saints conseguiu mais uma vez vencer a divisão e está a uma vitória de ser o primeiro time da história a varrer a NFC Sul.Para isso acontecer, só precisamos vencer mais uma batalha: o Carolina Panthers em Charlotte. A franquia liderada por Teddy Bridgewater só estará cumprindo tabela na semana 17 e, com uma campanha fraca de cinco vitórias e dez derrotas, buscará atrapalhar a vida do Saints e evitar que a equipe de NOLA entre para a história em sua divisão.

O Panthers é uma equipe jovem e que não buscava muito na temporada, ainda assim mostrou muitas qualidades. Porém, isso nem sempre se transformou em vitórias pela falta de experiência da equipe no final dos jogos, isso pois 8 das 10 derrotas da equipe foram decididas por uma posse de bola apenas. Vamos conhecer mais sobre esse elenco.

ATAQUE

Teddy Bridgewater lançando para Robby Anderson. Foto de: Brian Westerholt/AP.

O ataque de Carolina sofreu um pouco durante a temporada, mas é inegável dizer que o talento está lá. A inconsistência é refletida nos números pois a equipe é apenas a 23ª em pontos por jogo com 22,9 e a 20ª em jardas totais por partida com 351,5.

Líder desse ataque, o QB Teddy Bridgewater mostrou seu jogo e impôs seu estilo nesse ataque. Teddy não é o QB que terá números astronômicos, mas é um bom gerenciador e fará o “arroz com feijão” com muita competência. Na temporada o QB possui 3557 jardas, 15 touchdowns, 9 interceptações e um bom QB Rating de 94,5. Vale dizer que o jogador é bom correndo com a bola também, com 272 jardas terrestres na temporada, além de 5 TDs.

Falando em jogo terrestre, esse costuma ser o carro chefe deste ataque. Isso porque o maior talento desse time é um RB, o ótimo Christian McCaffrey. Porém, o jogador está lidando com uma lesão na coxa e dificilmente jogará a partida de domingo. Em sua ausência, Mike Davis até fez um bom trabalho com 642 jardas e 6 TDs na temporada, mas uma lesão no tornozelo fez com que o jogador não treinasse a semana toda, fazendo suas chances de jogar serem baixas. Sem os dois, Rodney Smith pode assumir a posição, um jogador não muito badalado. Além dele, pode-se usar a ótima arma dupla do time Curtis Samuel, que possui 197 jardas terrestres na temporada e 2 touchdowns.

Curtis Samuel já pode nos fazer a ligação com o jogo aéreo também, pois o WR ainda está em ótima temporada com 70 recepções, 733 jardas aéreas e 3 touchdowns recebendo passes. Ainda assim, o jogador é apenas a terceira melhor arma deste jogo aéreo, que conta com dois WRs que já romperam a barreira das mil jardas na temporada. Estou falando de Robby Anderson, ótima aquisição pra essa temporada e que possui 92 recepções, 1056 jardas e 3 TDs, e D.J. Moore, dono de 1092 jardas na temporada e 4 touchdowns, sendo dois deles na primeira partida contra o Saints na temporada, onde o jogador também teve 93 jardas. Os TEs da equipe não são muito usados como alvos de passe, mas Ian Thomas e Chriz Manhertz podem aparecer esporadicamente.

Fechando esse ataque, a linha ofensiva é razoável, permitindo aos adversários uma média de 2,2 sacks por jogo, 17ª melhor marca da liga. Porém podem sofrer um pouco mais, pois o experiente tackle Russell Okung não treinou a semana toda devido à uma lesão na panturrilha e pode não jogar.

DEFESA

Jeremy Chinn interceptando o passe. Foto de: Charlotte Observer.

Assim como o ataque, a defesa de Carolina possuiu pontos altos e baixos na temporada, colocando-a em uma posição mediana nas estatísticas, sendo a 18ª em pontos cedidos por jogo com média de 24,6 e também em 18º em jardas cedidas por partida com uma média de 360,9.

Começando pela linha defensiva, essa não é uma equipe que costuma sackar muito o QB, porém, um jogador em especial está em ótima temporada: Brian Burns tem 9 sacks no ano, 1/3 de todos os sacks da equipe. Mas, para a sorte do Saints, o jogador pode não jogar pois não treinou a semana toda devido à uma lesão no ombro. Em sua ausência, é interessante ficar de olho nos DTs Zach Kerr e Derrick Brown (pick 7 do último draft), que possuem 2 sacks cada, além de Marquis Haynes com 4 sacks no ano, Bravion Roy, Yetur Gross-Mattos (2,5 sacks) e Efe Obada, sendo estes dois últimos questionáveis para a partida.

Completando o front seven, a equipe possui um grupo de linebackers interessante, muito por conta do ótimo novato Jeremy Chinn. Chinn está entre os líderes na disputa para o prêmio de DROY, isso pois é o líder em tackles do time com 110, além de um sack, 2 fumbles forçados e uma interceptação. Seu companheiro é Shaq Thompson, que também vêm em boa temporada com 103 tackles. Jermaine Carter, Adarius Taylor e Tahir Whitehead revezam quando a equipe usa alguma formação com 3 LBs. Os números desse front seven não são tão animadores: apenas o 24º da liga sackando o QB com apenas 1,8 sacks por jogo, e o 16ª contra o jogo terrestre cedendo 118,7 jardas de média.

Na secundária, a equipe também possui dificuldades, mas mesmo assim conseguem fazer um trabalho decente. Donte Jackson é o principal cornerback do time, possui 3 interceptações e faz um bom trabalho. Seu companheiro é o experiente Rasul Douglas, e a posição de CB3 é dividida entre Myles Hartsfield e Troy Pride Jr, mas o novato Pride Jr pode não jogar com uma lesão no quadril. Corn Elder é um CB que costumava ter tempo de jogo também, algo que diminuiu nas últimas partidas. A dupla de safeties da equipe é composta por dois veteranos: Juston Burris, que tem uma interceptação na temporada, e Tre Boston, dono de uma interceptação e 86 tackles no ano. Essa secundária possui um número mediano de jardas aéreas cedidas por jogo com 242,3, 17ª da liga no quesito.

TIME DE ESPECIALISTAS

Joey Slye chutando kickoff. Foto de: The Riot Report.

Dentre os especialistas de Carolina, destaca-se o kicker Joey Slye que, apesar de apenas 1 de 6 em chutes para mais de 50 jardas, acertou 28 dos 30 chutes que tentou dentro das 49 jardas, mostrando ser confiante nessa região. O punter é Josh Carlton, que coloca 50% dos seus chutes dentro das 20 jardas do campo adversário, 4ª melhor marca da liga, e os retornos ficam na conta de Pharaoh Cooper, jogador perigoso com a bola nas mãos.

O Saints precisa vencer pra continuar sonhando com a folga na rodada de Wild Card, então, a partida de domingo (03) às 18h25, horário de Brasília, ainda possui grande importância e, mesmo jogando fora de casa, o New Orleans Saints é o favorito a sair vitorioso e varrer pela primeira vez a NFC Sul.

Imagem destacada: Foto de Charlotte Observer.

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