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Crônicas em Preto e Dourado: Dois Velhos Pistoleiros, Parte I

Crônicas em Preto e Dourado: Dois Velhos Pistoleiros, Parte I

Das florestas da Geórgia até as praias da Flórida, passando pelos pântanos da Louisiana e pelas vastas plantações de tabaco da Carolina do Norte, um bando de pistoleiros fez sua hegemonia.

Os Santos – assim conhecidos por serem demasiado piedosos com seus adversários em duelos decisivos – eram há alguns anos a mais temida gangue desta região denominada Nacional Sul. Facilmente identificados por seus sobretudos escuros como a noite e chapéus cor de ouro, seu inquestionável talento se devia, especialmente, à experiência de seu pistoleiro mais letal: Drew ‘Breesus’ Brees.

E foi então que os Bucaneiros, uma gangue conhecida por se vestir como piratas, resolveram pôr esta hegemonia à prova, trazendo lá do norte um adversário famoso e tão experiente quanto o velho ‘Breesus’: Tom ‘Six Rings’ Brady. O vitorioso homem ainda trouxe consigo seu fiel escudeiro Gronk, para ajudar o duo Godwin e Evans e os Bucs nesta empreitada.

Os Santos se preparavam para receber a investida dos Bucaneiros em seu forte – o Domo – quando foram surpreendidos por um de seus pistoleiros mais famosos, Alvin ‘AK41’ Kamara, que pedia que sua parte nos espólios fosse aumentada.

“O que você vai fazer com todo esse dinheiro, AK?”

“Diamantes! Esperam que eu vá cravejar meus dentes com o quê? Ouro?”

Seu desejo foi atendido e o dia do confronto chegou. Em toda parte, só se falava do aguardado encontro entre aqueles dois velhos pistoleiros. ‘Six Rings’, mostrando a que veio, logo de cara atingiu os Santos com precisão, atirando pro chão com fúria, em provocação. Os Santos sentiram o impacto. Seus rifles falhavam e seu pistoleiro mais talentoso, Michael ‘Can’t Guard’ Thomas, estava sumido do combate. Mas a tenacidade de Drew ‘Breesus’ não costumava falhar. Com alguns bons tiros, ele deixou AK em condições de cravar a primeira faca no peito dos Bucaneiros.

Quando todos pensaram que Brady ia dar o troco logo em seguida, seu revólver falhou miseravelmente, e Marcus ‘Mistackle’ Williams não perdoou. Interceptou Brady, que, escondido, assistiu a Brees salvar seu companheiro Manuelito Sanders com um tiro de longa distância. Em seguida, deu cobertura para Kamara mandar os ânimos dos Bucaneiros pelos ares.

Hunt se jogou à frente de Succop para impedir que sua dinamite desse esperanças aos Bucaneiros, esperanças ainda mais perdidas depois que Lutz acertou mais um de seus primorosos lançamentos. Desiludidos, os Bucaneiros suspenderam os ataques para se reunir e traçar novas táticas. Godwin sacudia um passivo Evans pelo colarinho cobrando mais coragem, mas a imagem de seu nêmesis, ‘Marshow’ Lattimore, em sua mente o impedia de esboçar qualquer reação.

Quando as investidas recomeçaram, ‘Six Rings’ Brady estava confiante em uma virada, mas eis que o pistoleiro Jenkins, também conhecido como Jackrabbit, surgiu como um raio e sacou sua arma, ferindo Brady de forma implacável. Tom estava abatido. Sabia que desde o último ano sua mira não era mais a mesma. Esperava ser apenas uma má fase, mas temia que seus pés pudessem estar afundando nas areias movediças do tempo.

Mas Ronald Jones e o garoto Scott Miller foram abrindo espaço, e Brady conseguiu fazer bons disparos. O confronto ainda não estava definido. Os Santos cederam um pouco… cairiam em pleno Domo? Brees, mesmo muito longe de seus melhores dias, conseguiu o apoio de Jared, o Cozinheiro, para executar um tiro longo. Em seguida, Sanders apareceu novamente, atingindo os Bucaneiros em cheio.

Tom Brady ainda teria tempo de machucar os Santos, mas foram apenas tiros de raspão. Aos Bucaneiros, restava apenas bater em retirada, curar as feridas e se preparar para uma revanche.

Ao final, Drew ‘Breesus’ Brees não ficou satisfeito. Sabia que poderia ter entregado mais, que poderia ter quebrado as linhas dos Bucaneiros com seu saque rápido de forma mais eficiente. Mas após o combate, enquanto observava o sol se pôr, em meio à poeira e à fumaça quente dos revólveres, olhou para seus rapazes e se deu conta de que, naquela tarde, eles tinham feito valer cada gota de suor. Na Nacional Sul, não adianta apenas ser o mais preciso, ter o saque mais rápido ou os dedos cheios de anéis; é preciso confiar em quem estará ao seu lado puxando o gatilho – e os homens de preto e dourado são os cinquenta e três homens mais confiáveis que qualquer bando pode ter.

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