Coluna do Zé

Coluna do Zé: A volta dos que não foram

Jose Eduardo Zanon
Jose Eduardo Zanon 08 set 2026 · 6h atrás

Salve, torcedor dos Saints!

Voltamos para a temporada 2026-27 do New Orleans Saints.

Aconteceram coisas durante a pós e a intertemporada, que podem ser muitas coisas ou poucas coisas, dependendo do seu ponto de vista. Aquela história do copo meio cheio ou copo meio vazio. O objetivo aqui, nesta Coluna, é fazer uma breve recapitulação.

Já quero começar pedindo desculpas a você pela temporada passada. Eu não consegui manter a regularidade necessária de postagem da Coluna do Zé, por motivos de trabalho, e em algumas semanas nem consegui enviar um texto. Nem sobre o fim da temporada eu escrevi.

Mas essa temporada deve ser diferente. Aquela história: se o trabalho atrapalha as coisas importantes da sua vida, deixe seu trabalho para depois. Tomara que meu chefe não leia isso.

As escolhas do Draft

Havia muitas dúvidas sobre qual seria a posição e quem seria o primeiro jogador escolhido pelo New Orleans Saints no Draft de 2026. E o jogador escolhido foi o wide receiver Jordyn Tyson, na 8ª pick.

O recebedor Jordyn Tyson (0), aqui em ação por Arizona State, foi a primeira escolha do New Orleans Saints em 2026 (Rick Scuteri / AP Photo)

Segundo as análises especializadas, a classe de 2026 dos Saints recebeu boas avaliações (nota B ou B+), pois a franquia conseguiu preencher muitas necessidades importantes e dar profundidade ao elenco, como no corpo de recebedores e na defesa.

O consenso é que o gerente geral Mickey Loomis mudou a estratégia da franquia, evitando trocas agressivas para subir posições e focando em maximizar o valor real das suas peças no tabuleiro das escolhas.

Os melhores analistas aqui do Mundo WhoDat e de canais especializados destacaram que os Saints selecionaram três wide receivers em um único draft pela primeira vez desde 1989. Eu recomendo você ir lá ver a excelente análise que a Thais May fez (clicando aqui) sobre os jogadores escolhidos.

A escolha de Jordyn Tyson, na primeira rodada, recebeu nota A em diversas avaliações, e ele chegaria (sim, chegaria, pois ele já está lesionado) com status de titular imediato, sendo uma ameaça vertical dominante.

Os recebedores Jordyn Tyson (0), Chris Olave (12), Devaughn Vele (14) e o quarterback Tyler Shough (6) acompanhando as atividades do training camp (Christian Verde / New Orleans Saints)

Christen Miller (DT, segunda rodada) é visto como uma escolha sólida de valor para a linha defensiva e deve assumir um papel imediato na rotação interna para fortalecer o combate ao jogo corrido. Já Oscar Delp (TE, terceira rodada) ganhou nota A e é considerado o encaixe ideal para o esquema tático do técnico Kellen Moore, principalmente por sua versatilidade para alinhar deslocado da linha e criar separação contra defensores.

Ah, não deixe de ver e ouvir o We Dat Podcast nº 152, em que nossa equipe conversa sobre o Draft de 2026.

Quem veio na offseason

O time investiu razoavelmente em posições carentes do ataque e da defesa. Poderia ter sido melhor? Poderia. Mas poderia ter sido bem pior, fácil.

A principal chegada, talvez a mais impactante, seja a de Travis Etienne Jr., running back, vindo do Jacksonville Jaguars, com contrato de 4 anos, para ser o titular na posição, principalmente com a novela da renovação de Alvin Kamara. Também chegaram o guard David Edwards, como principal reforço para a linha ofensiva, vindo do Buffalo Bills; o linebacker Kaden Elliss retornou ao time após passagem pelos Falcons, entre outros.

Travis Etienne Jr. (3) chegou e vai ser o titular nas primeiras semanas, com a lesão de Alvin Kamara (Stephen Lew / Imagn Images)

Mais uma vez, a incrível Thais May fez uma avaliação de quem chegou e quem saiu na intertemporada, que você confere clicando aqui.

Além das chegadas já citadas, temos a última vaga preenchida no roster de 53 jogadores pelo novo kicker, Daniel Carlson, que jogou as últimas temporadas pelo Las Vegas Raiders e tem aproveitamento de 86,5% de free kicks na carreira. Carlson ganhou a vaga de do norte-irlandês Charlie Smyth na última partida da pré-temporada.

De saídas importantes, vale a pena ressaltar o veterano (e lendário) linebacker Demario Davis, um dos líderes do time, que resolveu “voltar para casa” no New York Jets. Cada louco com sua loucura. Mas não foi só ele…

A novela das renovações

Alguns pilares do time nas últimas temporadas, talvez na última década, ficaram numa novela mexicana de renova não renova, vou ficar vou embora, quero ficar não querem que eu fique, durante quase toda a intertemporada.

São os casos de Cameron Jordan, Alvin Kamara e Taysom Hill.

O defensive end Cameron Jordan anunciou, em meados de julho, que renovaria para sua “última temporada”, como anunciou em uma postagem nas redes sociais antes de falar com os repórteres em uma coletiva de imprensa. Será a 16ª temporada de Jordan nos Saints, ele que se recuperou e apresentou bons números de sacks e pressões no seu primeiro ano sob o comando de Kellen Moore. Veja detalhes clicando aqui.

O running back Alvin Kamara, jogador com mais jardas corridas da história do Saints, aceitou a proposta de reestruturação de contrato para permanecer em New Orleans por mais um tempinho. Kamara ainda tinha mais um ano de contrato, e estará de volta com o Saints para sua décima temporada, querendo adicionar números em um currículo que inclui cinco Pro Bowls, 12,198 jardas de scrimmage e 516 pontos marcados, recorde da franquia para um não-kicker. Veja detalhes aqui.

Se eles sorriem, nós sorrimos. Alvin Kamara (41) e Cameron Jordan (94) na sideline durante a temporada 2024 (Michael C. Herbert / New Orleans Saints)

Já a nossa máquina de jogar futebol americano, Taysom Hill, teve um final diferente, infelizmente. Nosso canivete suíço, um jogador versátil e produtivo em várias posições pelo New Orleans Saints, anunciou que não retornará à equipe na qual passou suas primeiras nove temporadas na NFL, no final de julho. Os motivos verdadeiros não foram divulgados por ambas as partes, mas até o momento Hill não encontrou um novo time e ainda não anunciou a aposentadoria.

Pessoalmente, acho que o time ficou mais triste com a saída de Taysom Hill. É claro que eu sei que o esporte é dinâmico, que a idade chega para todos, mas saber que não temos mais a opção do caos que a presença de Hill nos proporcionava, seja alinhado como quarterback, tight end, running back, wide receiver, no special team bloqueando ou recebendo punts, onde quer que fosse, isso me deixa com o peito um pouco pesado. Ele deu tudo que podia por esse time.

Muito obrigado, Taysom. Valeu mesmo.

Uma lenda. O primeiro e único, Taysom Hill. (Michael C. Herbert / New Orleans Saints)

E o maior de todos chegou no Hall da Fama

O maior jogador da história da NFL, Drew Brees, foi homenageado, e está agora eternizado no Hall da Fama da NFL. A cerimônia oficial de introdução ocorreu no dia 8 de agosto de 2026. O evento de consagração ocorreu no Tom Benson Hall of Fame Stadium em Canton, Ohio. Na noite anterior, sexta-feira (7 de agosto), Drew Brees também participou do tradicional jantar festivo onde recebeu a sua jaqueta dourada do Hall da Fama.

Se você não viu o discurso passional do homem, vá ver (pode ser aqui ou aqui). Recomendo. Leve lenços. Você pode chorar, você pode rir, mas, acima de tudo, espero que você sinta todo o amor, respeito e reverência pelas virtudes deste imenso jogador.

A definição de GOAT.

E lá vamos nós

Sobre as expectativas para a temporada que já está chegando (dia 9 de setembro), volto na próxima semana com minhas percepções, minhas preocupações, minha torcida e toda aquela possibilidade de esperança. Porque, como eu sempre digo, o que mata o torcedor do New Orleans Saints é a esperança.

Venha ver, vai ser legal. Vai ter bolo.

Bora, Saints!

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Foto de capa: (Christian Verde / New Orleans Saints)

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