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Draft 2026: conheça os oito selecionados do New Orleans Saints

Thais May Carvalho
Thais May Carvalho 19 maio 2026 · 11h atrás

Por Thais May Carvalho 19/05/2026

Após algumas trocas, o New Orleans Saints acabou o draft de 2026 com oito novos jogadores. Com as escolhas, o time selecionou: Jordyn Tyson (8ª pick), Christen Miller (42ª), Oscar Delp (73ª), Jeremiah Wright (132ª), Bryce Lance (136ª), Lorenzo Styles Jr. (172ª), Barion Brown (190ª) e TJ Hall (219ª).

Na opinião dos analistas, a classe de 2026 do Saints recebeu uma nota B, ficando entre os times mais bem avaliados. A equipe endereçou suas principais necessidades durante o draft e, de forma geral, todos os escolhidos são vistos como bons atletas e tiveram boa participação no combine. Tyson e Miller, as duas primeiras escolhas, devem ter impacto imediato no ataque e na defesa. As escolhas a partir do round 3 também foram vistas com bons olhos (em especial considerando o valor dessas rodadas) e tem um bom potencial de desenvolvimento, como são os casos de Delp e Lance, por exemplo.

Confira abaixo a trajetória universitária de cada um dos oito jogadores escolhidos pelo New Orleans Saints no draft de 2026 e o que os especialistas apontaram como seus pontos fortes e fracos chegando à NFL.

JORDYN TYSON (WR)

  • 21 anos – 12/08/2004
  • 1,88 metros de altura
  • 92 Kg
  • RAS (pontuação atlética): n.a/10
Jordan Tyson jogando por Arizona State Sun Devils (crédito da foto: Dustin Bradford/Getty Images).

Jordyn Tyson é irmão da escolha de primeira rodada do Cleveland Cavaliers no draft da NBA de 2024, Jaylon Tyson. Ele começou sua carreira universitária no Colorado Buffaloes, onde pouco jogou, até que em 2023 optou pela transferência para Arizona State. Nos seus últimos dois anos com o Sun Devils, o jogador liderou a equipe em recepções, jardas de recepção e touchdowns aéreos, o que lhe garantiu vagas no primeiro time All-Big 12 e no terceiro time All-American da AP em ambas temporadas. Ao todo, o wide receiver participou de 33 partidas e teve 158 recepções para 2.282 jardas e 22 TDs.

O recebedor é visto como um jogador estudioso e versátil, podendo atuar em todo o campo. Entre seus pontos fortes estão a precisão nas rotas, a fluidez nos movimentos, a habilidade de driblar os defensores com e sem a bola, a capacidade de fazer recepções difíceis e contestadas, o controle corporal e a realização de bons cortes. Seu tamanho e explosão são vantagens na marcação homem a homem.

Apesar das análises colocarem o jogador como potencial WR1 desta classe, a maior preocupação com Tyson é, sem dúvidas, a sua saúde. Isso porque o jogador perdeu um terço dos jogos universitários por conta de lesões na coxa, no tornozelo, no joelho e na clavícula. Além disso, os drops e a falta de fisicalidade (especialmente em marcações de pressão na linha de scrimmage) podem ser um problema para ele.

CHRISTEN MILLER (DT)

  • 21 anos – 05/08/2004
  • 1,93 metros de altura
  • 146 Kg
  • RAS (pontuação atlética): n.a/10
Christen Miller jogando por Georgia Bulldogs (crédito da foto: Todd Kirkland/Getty Images).

Christen Miller jogou por quatro anos pelo Georgia Bulldogs (sendo titular nos últimos dois). Neste período, ele ajudou a equipe a ficar entre as três melhores ranqueadas do país e conquistar três aparições nos playoffs, o que culminou em um título nacional. Na universidade, o defensor acumulou 43 partidas, 64 tackles, 11.5 tackles para perda de jardas e 4 sacks.

O ponto de forte de Miller com certeza é contra o jogo terrestre no interior da linha defensiva. Os scouts apontam o seu tamanho, a força nos membros superiores, o equilíbrio, a movimentação lateral, a combinação de tamanho e agilidade e a capacidade de jogar usando mais de uma técnica e em mais de um lugar da linha como seus pontos positivos.

A principal dificuldade do defensor é contra bloqueios duplos. Ele também precisa melhorar sua habilidade em pressionar quarterbacks e ter mais consistência mantendo-se no seu gap.

OSCAR DELP (TE)

  • 22 anos – 04/08/2003
  • 1,93 metros de altura
  • 111 Kg
  • RAS (pontuação atlética): 9.86/10
Oscar Delp jogando por Georgia Bulldogs (crédito da foto CFP/Getty Images).

Outro atleta que chega de Georgia é Oscar Delp. Considerado o tight end número um do país ao sair do ensino médio, ele chegou no Bulldogs como reserva, mas participou da campanha que culminou no título de campeão nacional universitário em 2022. Em 55 jogos por Georgia (Delp não perdeu sequer uma partida em três anos), ele conseguiu 70 recepções para 854 jardas e 9 touchdowns. Para a maior parte dos especialistas dos EUA, o jogador não foi bem aproveitado durante sua passagem pela universidade.

Na NFL, Delp é visto como um jogador que pode ajudar em rotas seam e em terceiras descidas. Entre seus pontos fortes são ressaltados a velocidade (boa para vencer linebackers), o atleticismo, as boas mãos para fazer recepções e a capacidade de bloquear no jogo terrestre e aéreo.

Já entre seus pontos fracos ressalta-se a inconsistência em finalizar recepções contestadas, a falta de fisicalidade e massa muscular e a corrida após a recepção. Em algumas situações de bloqueio, ele também apresenta dificuldade quando os adversários contra-atacam seus movimentos iniciais.

JEREMIAH WRIGHT (OG)

  • 24 anos – 05/09/2001
  • 1,83 metros de altura
  • 153 Kg
  • RAS (pontuação atlética): n.a/10
Jeremiah Wright jogando por Auburn Tigers (crédito da foto: Austin Perryman/Auburn University).

Jeremiah Wright passou seis anos jogando no nível universitário, mas nas duas primeiras temporadas ele atuava na linha defensiva. Em 2022, o atleta fez a transição para o ataque e foi somente em 2024 que se consolidou na posição de right tackle. Contando os dois lados da bola, Wright somou 53 partidas pela universidade de Auburn.

O jogador foi selecionado no draft para melhorar o jogo terrestre do Saints. Seu corpo grande, largo e forte são ideais para o interior da linha ofensiva. A explosão e o contato inicial, além da finalização dos bloqueios, também são vistos como positivos.

Por outro lado, sua habilidade como bloqueador para o passe precisa melhorar bastante. Além disso, entre seus pontos fracos estão a movimentação lenta dos pés, a pouca capacidade de sustentar os bloqueios por mais tempo, a inabilidade de fazer bloqueios no espaço e o posicionamento das mãos.

BRYCE LANCE (WR)

  • 23 anos – 20/08/2002
  • 1,91 metros de altura
  • 92 Kg
  • RAS (pontuação atlética): 9.95/10
Bryce Lance jogando por North Dakota State Bison (crédito da foto: Sean Arbaut/Getty Images).

Bryce Lance, irmão mais novo do QB Trey Lance, quase não jogou em seus três primeiros anos em North Dakota State, atuando principalmente como reserva e no special teams. Foi em suas últimas duas temporadas que o wide receiver se tornou titular e começou a se destacar. Em 2024, liderou a equipe que venceu o título nacional da FCS em todos os quesitos de recepção e foi eleito para o primeiro time da All-Missouri Valley Football Conference. Já em 2025, além de ser eleito novamente para o primeiro time da All-Missouri Valley Football Conference, também foi escolhido para o primeiro time FCS All-American da AP. Ao todo, Lance teve 127 recepções para 2.157 jardas e 25 TDs na universidade.

Além de ser alto, atlético e veloz, o wide receiver tem boas mãos, consegue rastrear muito bem a bola no ar (o que lhe permite fazer recepções longas e em lançamentos distantes do seu corpo), é capaz de fazer recepções contestadas e tem um bom controle corporal. Seus movimentos rápidos, fluídos e repentinos ajudam a enganar a marcação.

Como pontos fracos em seu jogo, os scouts ressaltam a variedade de rotas percorridas, a falta de massa e fisicalidade, o release no começo das rotas (em especial contra marcações de pressão na linha de scrimmage), o posicionamento do quadril e a habilidade de voltar em direção à bola.

LORENZO STYLES JR. (DB)

  • 23 anos – 09/09/2002
  • 1,83 metros de altura
  • 88 Kg
  • RAS (pontuação atlética): 9.76/10
Lorenzo Styles Jr. jogando por Ohio State Buckeyes (crédito da foto: Ian Johnson/Icon Sportswire via Getty Images).

Considerado um dos 100 melhores prospectos ao sair do ensino médio, filho do linebacker campeão do Super Bowl XXXIV com o St. Louis Rams e irmão de Sonny Styles (que foi escolhido na primeira rodada do draft), Lorenzo Styles Jr. foi recrutado por Notre Dame em 2021 para jogar como wide receiver (conseguindo mais de 50 recepções e 680 jardas). Após dois anos, ele se transferiu para Ohio State e fez a mudança para atuar como cornerback. Styles foi reserva do Buckeyes quando a equipe venceu o título nacional em 2023, tornando-se titular na temporada seguinte.

Jogador atlético e com muita velocidade, Styles deve contribuir bastante nos times especiais, seja como retornador ou na cobertura. Podendo jogar como safety ou nickel na defesa, ele atua melhor em marcações em zona e tem bons momentos atacando os quarterbacks. Sua experiência como recebedor pode fazer diferença quando tiver a oportunidade de roubar uma bola.

Sua falta de experiência no lado defensivo fica evidente na dificuldade que tem em antecipar rotas e diagnosticar jogadas. Apesar de ser atlético, seus quadris são muito rígidos, o que lhe dificulta acompanhar os recebedores. Muitas vezes ele também perde a bola em coberturas em profundidade. Por fim, sua habilidade em fazer tackles precisa ser melhor desenvolvida.

BARION BROWN (WR)

  • 22 anos – 12/12/2003
  • 1,80 metros de altura
  • 80 Kg
  • RAS (pontuação atlética): 4.88/10
Barion Brown jogando por Louisiana State Tigers (crédito da foto: Tim Warner/Getty Images).

Barion Brown chegou em Kentucky como o prospecto número 2 na posição de wide receiver e se destacou logo de cara, liderando a equipe em recepções e jardas e sendo eleito para o time de calouros da All-SEC de 2022. Em 2023, foi eleito um dos MVPs do TaxSlayer.com Gator Bowl, mesmo com Kentucky perdendo a partida. Após três anos, o WR se transferiu para LSU, onde encerrou sua carreira universitária com 175 recepções para 2.060 jardas e 12 touchdowns. Além de ser recebedor, Brown também foi um retornador de muito destaque na universidade, estabelecendo o recorde para um jogador da SEC com 6 retornos para TD.

Por conta dessa capacidade como retornador, esse é outro jogador escolhido no draft que pode fazer diferença no special teams. Muito veloz, ele também pode ajudar a esticar o campo no ataque e ser um problema em campo aberto e com a bola nas mãos. Apesar do menor tamanho, Brown tem boa produção em recepções contestadas.

Entre seus pontos fracos, os especialistas apontam a tendência aos drops, a falta de fundamentos para correr rotas, um leque de rotas pouco diverso e a dificuldade em rastrear a bola no ar durante os lançamentos.

TJ HALL (DB)

  • 22 anos – 12/12/2003
  • 1,83 metros de altura
  • 86 Kg
  • RAS (pontuação atlética): 5.33/10
TJ Hall jogando por Iowa Hawkeyes (crédito da foto: oe Robbins/Icon Sportswire via Getty Images).

Entre 2022 e 2025, TJ Hall fez 42 partidas por Iowa, sendo 18 delas como titular. O atleta acabou perdendo tempo em campo por conta de lesões no pé, na mão e no ombro, por isso 47 dos seus 75 tackles aconteceram na última temporada, quando foi eleito para o terceiro time da All-Big Ten Conference. Na universidade, ele também teve 2 interceptações e 12 passes desviados.

Considerado um atleta inteligente e competitivo, Hall é ágil para mudar de direção e vai bem em marcações de pressão na linha de scrimmage. Ele também tem habilidade contra o jogo terrestre e é um tackleador.

Por outro lado, o defensor tem dificuldade em acompanhar os recebedores em rotas de profundidade e não tem a velocidade necessária para recuperar-se em jogadas. Ele também não tem muita habilidade com a bola, seja para rastreá-la no ar ou para criar turnovers. Por fim, Hall mais reage do que antecipa jogadas.

NOVATOS NÃO DRAFTADOS

Além das oito escolhas, o New Orleans Saints assinou contratos com onze novatos não draftados. São eles: CJ Donaldson (RB – Ohio State), Brock Rechsteiner (WR – Jackson State), Cody Hardy (TE – N.C. State), Alan Herron (OT – Maryland), Alex Wollschlaeger (OT – Kentucky), Keeshawn Silver (DL – USC), JayViar Suggs (DL – Wisconsin), Michael Heldman (DE – Central Michigan), Dashawn Jones (CB – Alabama), Jeremiah McClendon (CB – Southern Illinois) e Mason Shipley (K – Texas).

Imagem de capa: Getty

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