O que o GM Mickey Loomis disse antes do draft 2026
O que o GM Mickey Loomis disse antes do draft 2026
By Jeff Nowak – Apr 22, 2026 | Traduzido por Jéssica Costa – 23 de Abril de 2026
Duas palavras podem descrever melhor a mentalidade do GM Mickey Loomis e do New Orleans Saints na véspera do draft da NFL de 2026: consistente… e realista.
Os Saints chegam ao fim de semana do draft com oito escolhas, incluindo a oitava e a 42ª no geral, e após a quinta temporada consecutiva sem se classificar para os playoffs. A diferença desta vez é que a equipe, em parte por necessidade, finalmente apostou em uma renovação com jogadores jovens em 2025. Apesar de uma campanha de 6-11, quatro vitórias nos últimos cinco jogos e o otimismo em torno do jovem quarterback titular Tyler Shough criaram uma expectativa palpável para o futuro. Ainda assim, Loomis deixou claro que continua pensando a longo prazo, e isso provavelmente se refletirá na filosofia da equipe para o draft.
“Quando você tem um Drew Brees… um quarterback desse calibre, você sempre sente que está a um jogador de distância¹, e então você vai atrás desse jogador”, disse Loomis. “E quando você tem um quarterback jovem e está desenvolvendo seu elenco, você não está a um jogador de distância, então você fica menos inclinado a abrir mão de vários ativos para conseguir um jogador.”
Teremos que esperar até quinta-feira² para descobrir se isso é realidade ou apenas uma cortina de fumaça. Veja abaixo mais informações da coletiva de imprensa de Mickey Loomis antes do draft.
FILOSOFIA DE TROCAS… NÃO VAI MUDAR
Todo ano, por volta desta época, Loomis se senta em uma sala com repórteres e brinca dizendo que não teria problema em trocar sua escolha por uma escolha mais baixa no draft, caso a situação fosse ideal, e que talvez este fosse o ano em que isso finalmente aconteceria. Spoiler: Nunca acontece.
Os Saints não descem de posição no draft há quase 20 anos, mas frequentemente se envolvem em negociações na direção oposta, confiando em seus olheiros e garantindo que consigam seus alvos. Estar em fase de reconstrução não mudará isso.
“Vamos abordar isso da mesma forma”, disse Loomis.
Não é complicado quando se trata de trocar de posição para subir no draft. Você gosta de um jogador, você vai atrás dele. Mas Loomis ofereceu algumas dicas valiosas sobre o que seria necessário para trocar de posição para descer no draft — e também uma imagem clara de por que isso não acontece.
“Os cenários seriam: ‘OK, estamos na oitava escolha e temos quatro jogadores que adoramos, então poderíamos descer até, no máximo, a décima segunda escolha. Se houver dois que adoramos, só poderíamos descer, no máximo, duas posições, ou alguém aparece e diz que nos dará três escolhas de primeira rodada para descer, e temos que aceitar. Então, é uma coisa ou outra’”, disse Loomis. “mas não sou alguém que queira trocar só para fazer uma transação.”
Vamos deixar de lado a oferta do tipo ‘O Poderoso Chefão’, já que ela se explica por si só. Supondo que um time esteja oferecendo um valor historicamente equivalente com base em negociações passadas e tabelas de valor, o que Loomis está dizendo é que qualquer troca para baixo teria que se encaixar no draft board. Se, digamos, houvesse um grupo de jogadores com a mesma classificação — digamos, um grupo A — e uma troca para baixo ainda garantisse a escolha de um jogador desse grupo, um acordo poderia ser feito. Se uma troca para baixo significasse sair daquela faixa de escolha e conseguir um jogador com uma nota inferior — digamos, um B+ — então está fora de questão.
Esse conceito é provavelmente o ponto de maior descompasso entre os Saints e todos os outros times. A maioria das pessoas consideraria o valor agregado da troca (escolhas extras ou um jogador) como algo que compensaria a queda para um nível inferior no draft board dos Saints. Os Saints não enxergam dessa forma. Com uma filosofia tão engessada sobre o que uma troca para baixo poderia causar, não é difícil entender por que isso raramente acontece.
Vale ressaltar que os Saints não realizaram nenhuma troca no draft de 2025, uma raridade por si só. Foi a primeira vez em 12 anos que eles não fizeram pelo menos uma troca e, mesmo assim, conseguiram uma das classes de draft mais impactantes da NFL. Talvez isso seja um sinal de alguma mudança de filosofia, mas teremos que esperar para ver.
CONVERSAS SOBRE TROCAS JÁ COMEÇARAM
Preparem-se para a notícia anual de que os “Saints são um dos times que estão sondando possíveis trocas” que recebemos de fontes internas na manhã de cada draft. É sempre assim e sempre é verdade.
Por quê? Porque é exatamente isso que os Saints fazem. Eles ligam, avaliam os valores e partem daí. Não se trata necessariamente de ter uma inclinação maior para trocas do que em outros anos, mas se optarem por essa rota, querem todas as informações possíveis.
Loomis disse que, até o meio-dia de quarta-feira, já havia recebido contato de vários times com perguntas sobre possíveis trocas em ambas as direções, e referentes a várias das escolhas dos Saints.
“Resta saber o quanto dessa movimentação realmente acontecerá, mas eu não diria que é muito diferente do passado”, disse Loomis. “Mas, novamente, escolher entre os 10 primeiros é diferente de escolher no meio ou no final da rodada. Você recebe menos ligações quando está mais para o final.”
A maior parte das especulações sobre trocas ocorrerá na noite de quarta-feira e na manhã de quinta-feira, mas a estrutura de qualquer negócio fechado também dependerá de como o draft se desenrolará.
“Você não está subindo no draft apenas para subir para aquela posição, você está subindo para escolher um jogador”, continuou Loomis, “e então a questão é sempre: ‘OK, o jogador está disponível?'”
PERSPECTIVAS PARA JORDAN E KAMARA?
Os Saints deixaram claro durante toda a offseason que não houve uma solução para a situação de dois veteranos: o defensive end Cam Jordan e o running back Alvin Kamara.
Jordan é um free agent, enquanto Kamara está sob contrato, mas a equipe renegociou o contrato de AK para criar flexibilidade caso ele não esteja mais no elenco na próxima temporada. A porta não está fechada para o retorno de nenhum dos dois, mas Loomis confirmou que os resultados do draft desta semana podem influenciar o desfecho das situações.
“Acho que [o draft] pode impactar”, disse Loomis. “Vamos ver o que acontece, e isso vale para os dois lados, pode impactá-los, tanto da perspectiva deles quanto da nossa.”
Ele acrescentou: “São questões que envolvem os dois lados, certo? Eles têm coisas a definir e nós também, então vamos ver o que acontece depois do draft.”
Embora ainda vago, esta é a primeira vez que ouvimos um dirigente dos Saints confirmar que há uma incerteza legítima sobre o futuro de Kamara em Nova Orleans. No fim das contas, será fácil acompanhar. A única maneira pela qual o draft poderia impactar esses jogadores é se os Saints adicionarem novos nomes às suas posições. Será mais significativo se isso acontecer no início do draft. Se os Saints escolherem um running back no segundo dia do draft a um grupo já lotado, isso provavelmente indicará que Kamara não voltará. O cenário é semelhante para a posição de defensive end.
NÃO PROCURANDO EXCEÇÕES
Um tema que surge todos os anos na época do draft: o que a liga faz com jogadores universitários altamente produtivos que não se encaixam perfeitamente nas medidas ideais para suas respectivas posições?
O desempenho em vídeo supera as medidas físicas, ou vice-versa? Nos últimos dois anos, vimos dois jogadores enfrentarem questionamentos sobre o comprimento dos braços. Will Campbell, de LSU, enfrentou esse problema em 2025, mas ainda assim foi a quarta escolha geral, selecionado pelo New England Patriots. Este ano, é a vez de Rueben Bain, de Miami, que, no Combine, apresentou braços mais de 2,5 cm mais curtos do que o mínimo exigido pelas equipes (81 cm).
Loomis falou sobre como avalia essas situações.
“Acho que o desempenho do jogador sempre supera tudo, então vamos começar por aí”, disse Loomis. “Mas eu acredito no seguinte: temos muitos dados que nos mostram o que funciona na NFL… e temos algumas métricas que podemos analisar e dizer: ‘Nossa, isso é um caso atípico’. Não estamos procurando por casos atípicos… Eu já disse isso várias vezes: se ficarmos procurando por exceções, não vamos durar muito, porque exceções são exceções. Então, não estamos procurando por exceções, mas reconhecemos que elas existem. Se alguém tem características que não se encaixam no perfil de jogadores da NFL, é melhor termos outros fatores que nos mostrem que ele pode superar isso.”
Loomis continuou descrevendo a filosofia dos Saints como sendo uma das mais “avessas ao risco” da NFL, e eles geralmente valorizam muito as métricas ideais. O risco aumenta quanto mais alta for a posição de um time no draft, devido ao nível dos jogadores disponíveis.
Loomis prosseguiu descrevendo a filosofia dos Saints como sendo uma das mais “avessas ao risco” da NFL, e eles normalmente valorizam muito as métricas ideais. O risco aumenta quanto mais alto um time estiver posicionado no draft, devido ao calibre dos jogadores disponíveis.
Bain tem aparecido em várias posições na primeira rodada nos mock drafts até agora, mas ele certamente poderia estar disponível na escolha 8. A dedicação dos Saints a medidas ideais pode ser colocada à prova.
Notas de tradução
1: De ter um time que chegue ao Super Bowl e que vença, Loomis estava falando nesse sentido.
2: Hoje, o texto é de quarta-feira.
Traduzido e adaptado de: 5 things GM Mickey Loomis said ahead of NFL draft: Saints not ‘one player away’
Imagem de capa: New Orleans Saints Executive Vice President/General Manager Mickey Loomis speaks with the media prior to the 2026 NFL Draft at the Ochsner Sports Performance Center on April 22, 2026. Photo by Megan Kottemann/New Orleans Saints

