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A louca história do esforço final do Saints para assinar com Jadeveon Clowney

A louca história do esforço final do Saints para assinar com Jadeveon Clowney

Nas últimas horas de Sábado, 05 de Setembro de 2020, o Saints fez um último esforço para assinar com o pass rusher Jadeveon Clowney, tentando uma solução criativa que acredita-se ser a primeira do tipo na história da NFL – mas no final não teve o aval da liga.

O Saints esteve em negociação com outro time para um acordo único, uma contratação seguida de troca, de modo a manipular as restrições do salary cap e trazer o free-agent Clowney para New Orleans. Mas as conversas foram por água abaixo com a indisposição da NFL em aprovar tal negócio, e no final da noite de Sábado, Clowney acabou chegando em um meio termo com o Tennessee Titans para um contrato de um ano.

De acordo com as fontes que tiveram acesso às conversas, o Saints sabia que não poderia competir financeiramente com a oferta do Titans – US$ 12 milhões, mais US$ 3 milhões em incentivos – dadas as condições orçamentárias do time. Então, o Saints abordou outro time para encontrar um “jeitinho”. (As fontes não confirmam qual seria o outro time, que daqui em diante chamaremos de “Time X”, mas acredita-se que seja o Cleveland Browns, que tem um espaço amplo no cap e um front office conhecido por ser propenso a soluções criativas, sendo a troca pelo quarterback Brock Osweiler em 2016 a mais memorável).

Os dois lados discutiram os parâmetros de um acordo no qual o Time X assinaria com Clowney por um ano, com um contrato de US$ 15 milhões e um pagamento de US$ 5 milhões como bônus de assinatura de contrato. Depois, o Time X iria trocar imediatamente Clowney com o Saints, que enviaria ao Time X uma escolha de segunda rodada no draft e outro jogador, de forma a tirar um custo salarial adicional do orçamento do Saints. O Saints pagaria os US$ 10 milhões de salário restantes de Clowney.

Mas havia um problema: no fim da noite de Sábado, os times tiveram a notícia que a NFL não estaria disposta a aprovar tal acordo.

Outros times, em essência, já pagaram por escolhas de draft, incluindo o próprio Browns, que concordou em assumir os US$ 16 milhões garantidos do salário de Osweiler em troca de uma escolha de segunda rodada. Ano passado, o Dolphins pagou US$ 5 milhões de bônus de assinatura de contrato a Ryan Tannehill numa reestruturação de contrato para enviá-lo ao Titans. E o próprio Clowney recebeu US$ 7 milhões de bônus do Texans em agosto para ajudar a concretizar a troca com Seattle.

Mas vários executivos de diferentes times da NFL disseram que não conseguiam se lembrar de nenhum outro time que tenha executado um negócio envolvendo um free agent contratado só para ser trocado, literalmente. Um executivo resumiu a interpretação do estatuto da NFL a algo como: “Fundamentalmente, você não pode trocar dinheiro.”

O Saints vem querendo há bastante tempo converter salários-base em bônus de assinatura de contrato ou adicionar “anos nulos” (voidable years) em contratos para liberar espaço no cap a curto prazo. Mas há uma grande incerteza sobre o salary cap de 2021, graças a uma projeção de déficit de receita multibilionário devido à COVID-19, o que poderia causar uma queda de US$ 198,2 milhões por clube em 2020, ou, no mínimo, US$ 175 milhões. Considerando os cortes deste fim de semana, o Saints tinha mais de US$ 260 milhões comprometidos no cap para 2021, de acordo com os registros da Associação de Jogadores da NFL.

O Saints continuou tentando reajustar sua oferta até o fim da noite de Sábado, mas sem ajuda, não puderam igualar a oferta do Titans. E depois de cinco meses e meio no mercado como free-agent, Clowney decidiu ir para Tennessee.

Publicado: 06 de Setembro de 2020
Por Tom Pelissero e Ian Rapoport

Traduzido de: nfl.com

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