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Conhecendo nosso adversário: Denver Broncos

O primeiro teste sem Drew Brees foi melhor que o imaginado. E nesse hype chegamos ao que deve ser o maior desafio da equipe sem o maior jogador de sua história.

O adversário da semana é o Denver Broncos, dono de quatro vitórias e seis derrotas na competição. Na teoria não parece um adversário tão imponente, certo? Porém há alguns pontos a serem analisados: nos 4 jogos esperados sem Brees, esse é o único em que enfrentaremos uma defesa realmente boa, ou seja, a principal chance do nosso ataque falhar sem nosso QB. Além disso, o clima é um fator bem importante na partida. A expectativa é que, no horário da partida, a temperatura fique na casa dos 4°C, um fator relevante para o Saints, acostumado a jogar em estádio fechado e de clima agradável.

Sobre a campanha do Broncos em si, a equipe iniciou a temporada com 3 derrotas: 16 a 14 para o Titans, 26 a 21 para o Steelers e 28 a 10 para o Buccaneers. Após essa sequência, a equipe emendou vitórias contra Jets por 38 a 27 e Patriots por 18 a 12, até encontrar o rival de divisão Kansas City Chiefs e perder por 43 a 16 em casa. A recuperação veio na semana seguinte vencendo outro rival de divisão, fazendo 31 a 30 em um jogo emocionante contra o LA Chargers. Nas últimas 3 semanas, perdeu por 34 a 27 para o Falcons e 37 a 12 para o Raiders, mas no último domingo fez uma boa partida e venceu o embalado Miami Dolphins por 20 a 13.

Como pode-se ver, a equipe do Colorado está numa temporada bem inconsistente e, como disse nossa convidada do We Dat Podcast desta semana Ana Luiza Figueiredo, não dá pra saber qual Denver Broncos entrará em campo no domingo. De qualquer forma, vamos destrinchar as principais informações desta equipe.

ATAQUE
Drew Lock e Jerry Jeudy. Foto de: Kevin C. Cox – Getty Images.

Historicamente, a equipe do Broncos se destaca mais pela defesa que pelo ataque, e apesar de estarem num processo de renovação ofensiva, a franquia ainda não conseguiu uma consistência no setor. O ataque é apenas o 27º em pontos feitos por jogo com média de apenas 20,6 pontos por partida. Além disso, a equipe é a vigésima da liga em jardas, com média de 346,5 jardas totais.

O líder deste ataque é o segundanista Drew Lock. Recebendo a confiança do GM John Elway, Lock está tendo a oportunidade de se tornar o QB da franquia. Entretanto, o jogador está longe de ser uma unanimidade entre os torcedores e pra piorar, os números não ajudam… São 7 touchdowns e 11 interceptações na temporada, além de um rating ruim de 67,5. Apesar de mostrar certo potencial, ele ainda é muito inconsistente.

Chegando aos seus alvos, também se aposta na jovialidade. O principal recebedor da equipe e que deveria vir para a temporada da carreira, Courtland Sutton, infelizmente está fora da temporada com um rompimento do ligamento do joelho. Sem Sutton, o espaço se abriu para o novato selecionado na primeira rodada, Jerry Jeudy, se estabelecer como o principal WR da equipe, tendo 589 jardas e 2 touchdowns na temporada (questionável com uma lesão no tornozelo). O terceiranista Tim Patrick também conseguiu espaço para se destacar com 563 jardas e 3 TDs até agora, além do novato selecionado na segunda rodada, KJ Hamler, com 275 jardas e 1 TD e DaeSean Hamilton. Dentre os TEs, o jovem Noah Fant também se consolida cada vez mais como um ótimo tight end e possui 422 jardas e 2 TDs. O novato TE Okwuegbunam também estava se destacando na posição, porém um rompimento do LCA o tirou da temporada, dando espaço pra o experiente Nick Vannett.

Já no jogo terrestre, setor no qual a equipe se apoia bastante, conta com o experiente Melvin Gordon que chegou esta temporada na equipe e, em meio a problemas extra-campo e de fumbles, faz uma boa temporada em números com 523 jardas e 6 TDs. Isso pois o jogador ainda divide corridas com o bom Phillip Lindsay, dono de 394 jardas e um touchdown na temporada. Royce Freeman ainda aparece como uma terceira opção em poucas ocasiões.

Fechando o ataque, a equipe conta com uma boa linha ofensiva. Apesar de ser a 18ª em sacks cedidos por jogo com 2,3, possui dois tackles em ótima temporada e abre bem os buracos para o jogo terrestre. Será um duelo interessante contra nossa ótima linha defensiva.

DEFESA
Justin Simmons interceptando Ryan Fitzpatrick na semana 11. Foto de: Jack Dempsey – AP.

Eis aqui o principal motivo para a preocupação na partida. A defesa do Denver Broncos é o principal setor do time há um longo período e apesar de estatisticamente não estar tão dominante quanto em anos anteriores, ainda assim possui grande talento e investimento. É a 13ª em jardas cedidas por jogo com média de 346,3 e a 21ª em pontos cedidos com médias de 26,7 pontos sofridos por partida.

O talento começa na linha defensiva. Mesmo sem Shelby Harris que não deve jogar com COVID-19, a equipe conseguiu seis sacks contra o Miami Dolphins semana passada. Os principais jogadores são os DEs Dre’Mont Jones (3 sacks), DeMarcus Walker (1,5 sacks) e Sylvester Williams. Dentre os DTs, destaca-se DeShwaun Williams (2 sacks, 1 INT) e McTelvin Agim, que não aparece muito pois a equipe tende a jogar na formação 3-4.

Completando o front seven e chegando nos linebackers, temos muito talento na posição. Os LBs que costumam se alinhar na linha para ajudar a atacar o QB, os famosos edges, são os ótimos Malik Reed (6,5 sacks) e Bradley Chubb (6,5 sacks). Além deles, bons jogadores completam os linebackers: o líder em tackles da equipe, Alexander Johnson (84 tackles e 1 sack) e o vice-líder em tackles Josey Jewell (71 tackles e 2 sacks). Segundo Higor Laet, são jogadores que sofrem um pouco na cobertura de TEs e RBs, podendo ser a chave do jogo. Parando a corrida em si, esse front seven faz um trabalho inconsistente, sendo a 19ª da liga em jardas cedidas pelo chão com uma média de 121,5 por jogo.

Também se esbanja talento chegando na secundária. O principal CB da equipe esta temporada é Bryce Callahan que, com duas interceptações, está em um ótimo ano (questionável com uma lesão no pé). O CB2 da equipe é o experiente A.J. Bouye e Essang Bassey e o novato Ojemudia também fazem um bom trabalho dentro de suas limitações. Dentre os safeties, temos o talento inconfundível de Justin Simmons, um dos melhores da liga, que possui 65 tackles e 4 interceptações na temporada. Seu companheiro é o bom veterano Kareem Jackson (55 tackles) e PJ Locke também participa de um número considerável de snaps para a equipe.

TIME DE ESPECIALISTAS
Kicker Brandon McManus. Foto de: Justin Edmonds -Getty Images.

No time de especialistas, a equipe conta com a experiência. Já com alguns bons anos de liga, Brandon McManus está em bela temporada e acertou 22 dos 23 FGs que tentou. Sam Martin, também experiente, é o punter, e o WR Diontae Spencer é o responsável por fazer os retornos.

Fazendo uma relação com o clima, a tendência é termos um jogo “frio” em relação a pontos, não se surpreenda se as defesas se sobressaírem na partida, não tornando o espetáculo dos mais agradáveis para os fanáticos por touchdowns. Entretanto, isso não é uma previsão tão confiável, pois a incerteza paira sobre ambos os times, o que dificulta prever qualquer coisa. De toda forma, o New Orleans Saints é o favorito para a partida que ocorrerá às 18h05, horário de Brasília, no Empower Field at Mile High, em Denver, sem transmissão na TV brasileira.

Imagem destacada: Getty Images.

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