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Conhecendo nosso adversário: Miami Dolphins

Tão conturbada quanto a temporada do New Orleans Saints, está sendo o final do ano de 2021 de quem vos escreve essa coluna. Peço desculpas logo no início pelas semanas em que acabei não conseguindo trazer a análise dos adversários do New Orleans Saints. Em partes, isso até deu sorte, visto que vencemos os dois jogos em que não tivemos essa coluna no site, ou seja, caso perdermos o Monday Night Football, já sabem o culpado.

Dito isso, o adversário da semana é o Miami Dolphins, dono de uma campanha idêntica ao Saints com 7 vitórias e 7 derrotas e que tem esperanças de chegar a pós temporada, tudo isso após um início 1-7. Ou seja, vamos enfrentar uma equipe que está empolgada com nada mais, nada menos que seis vitórias consecutivas, sendo provavelmente a equipe mais quente na NFL nesse sentido.

Falando um pouco dos adversários, a equipe iniciou vencendo o Patriots e, depois disso, perdeu sete jogos consecutivos para Bills duas vezes, Raiders, Colts, Bucs, Jaguars e Falcons. Após essa sequência tenebrosa, a equipe está em uma sequência memorável vencendo Texans, Ravens, Panthers, Giants e duas vezes o Jets. Vale dizer que a equipe não venceu nenhum bicho papão nessa sequência, pendente o competente Ravens, mas o New Orleans Saints, apesar das duas vitórias expressivas nas últimas semanas, não é nenhum “bicho de sete cabeças”, ainda mais com uma quantidade enorme de jogadores importantes na lista de COVID. Vamos analisar o que fez essa equipe de Miami voltar para a briga na AFC.

ATAQUE

Tua Tagovailoa e Jaylen Waddle. Foto de: Michael Reaves/Getty Images.

O ataque definitivamente não é o carro chefe desta franquia, visto que em pontos por jogo a equipe é apenas a vigésima primeira da liga com médias de 20,4, sendo que nos últimos seis jogos a média melhora para 24,5, o que seria apenas a 15ª melhor da liga. Já em jardas totais, a equipe fica em situação ainda pior e tem apenas a 23ª marca na liga com 314,7 de média.

Liderados pelo segundo anista contestado Tua Tagovailoa, o ataque finalmente está funcionando bem o quarterback após o mesmo ter voltado de lesão na semana 10 e liderado o time para cinco destas seis vitórias – na semana 10, Jacoby Brissett iniciou como titular, mas Tua fez o único TD do Dolphins no jogo. Numericamente falando, basicamente nove jogos jogados na temporada, Tagovailoa tem média de 238 jardas aéreas por partida, 14 TDs e 8 INT na temporada, além de um bom rating de 94,3 completando 69,8% dos passes e já ter feito três touchdowns correndo com a bola na temporada.

O que nos leva ao jogo terrestre dessa equipe, se tratando de um setor difícil de se decifrar. Em números, a equipe é a quinta pior da liga correndo com a bola, tendo médias de apenas 86,6 jardas terrestres por confronto. Os principais corredores do time costumavam ser Myles Gaskin (580 jardas e 3 TDs), Salvon Ahmed, Phillip Lindsay vindo em uma troca e Malcolm Brown. Entretanto, a tendência é assistirmos muitos snaps para Duke Johnson Jr, que vêm de uma partida incrível contra o Jets, onde correu 22 vezes com a bola para 107 jardas e 2 touchdowns. No geral, a defesa do Saints, saudável, não deveria ter muitos problemas com esse jogo terrestre.

Chegando aos recebedores, a equipe conta com uma dupla interessante de WRs com o novato Jaylen Waddle – 849 jardas e 4 TDs – e DeVante Parker – 457 jardas e 4 TDS. Além da dupla, ainda se tem um bom coro de apoio em Albert Wilson, Mack Hollins, Isaiah Ford e Preston Williams e, não podemos esquecer do talentosíssimo jovem TE Mike Gesicki que possui 685 jardas e 2 TDs na temporada, sendo um time com, no geral, um bom arsenal aéreo para se explorar, apesar de não possuir nenhuma grande estrela em si.

Fechando o ataque, a equipe possui uma linha ofensiva mediana, que costuma variar entre atuações boas e ruins, tendo a 18ª marca da liga em sacks cedidos por partida com uma média de 2,3 por jogo.

DEFESA

Xavien Howard interceptando a bola. Foto de: Jasen Vinlove/USA TODAY Sports.

Vamos então para o lado da bola em que a equipe mais tem se destacado nesta sequência de vitórias, a defesa. Na temporada como um todo, a equipe cedeu em média 22,3 pontos por confronto, 18ª marca da liga, porém, nas seis últimas semanas, a defesa cedeu apenas 13,1 pontos por confronto, o que seria a melhor marca na NFL.

Começando pela linha defensiva que liderou os seis sacks da equipe na semana passada, temos, em números, a sétima defesa que mais sackou QBs na temporada, com médias de 2,6 sacks por jogo, algo que pode ser muito perigoso neste front seven em si contra uma OL do Saints sempre desfalcada. Os principais nomes da linha defensiva em si são Emmanuel Ogbah (7 sacks), Christian Wilkins (3 sacks), Raekwon Davis, Adam Butler e Zach Sieler.

O front seven é completado com um belo grupo de linebackers. O setor conta com o líder em sacks do time Jaelan Phillips com 8,5, o líder em tackles Jerome Baker com 73 e Andrew Van Ginkel com 57 tackles e 3 sacks. Num geral, o front seven é responsável pela sétima melhor defesa da liga contra o jogo terrestre, cedendo apenas 103,7 jardas pelo chão em média por duelo.

Por fim, a secundária do Miami Dolphins conta com jogadores talentosos: o mais famoso deles é o ótimo CB Xavien Howard, dono de 4 interceptações na temporada. Seus companheiro na posição são o experiente Byron Jones, Nik Needham e Noah Igbinoghene. Dentre os safeties, a equipe conta com Brandon Jones (4 sacks), Eric Rowe (68 tackles) e Jevon Holland (2 INTs) como principais nomes. Estatisticamente falando, apesar de certo talento, no geral a equipe sofre um pouco contra o jogo aéreo e é apenas a 21ª da liga em jardas cedidas pelo ar, algo que, sinceramente não deve ser tanto problema visto nossa deficiência no jogo aéreo.

TIME DE ESPECIALISTAS

Jason Sanders. Foto de: Steve Mitchell/USA TODAY Sports.

Os especialistas de Miami contam com o veterano Michael Palardy nos punts, o bom porém inconsistente kicker Jason Sanders, Jevon Holland como principal retornador de punts e o novato habilidoso Jaylen Waddle retornando kickoffs.

Dado aos desfalques do Saints e a boa sequência de Miami, não se pode negar um favoritismo da equipe visitante, porém, após uma vitória histórica contra o Tampa Bay Buccaneers e com a campanha “Blackout Monday” impulsionando o Saints que jogará com apoio total da torcida em casa, todos de preto, inclusive os jogadores, há de se pensar que a equipe deve vender caro o resultado. Lembrando que a partida terá transmissão dos canais ESPN e vai acontecer às 22h15, horário de Brasília, sendo a mesma de suma importância na pretensão de playoffs das duas equipes.

Imagem destacada: www.thephinsider.com

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