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Crônicas em Preto e Dourado: A Maldição dos 49

Crônicas em Preto e Dourado: A Maldição dos 49

Lorde Payton estava parado, com os braços para trás, olhando fixamente para o horizonte. Ali, no alto do muro da fortaleza, podia ver a tropa inimiga se aproximando ao cair da noite. Havia uma preocupação em seu olhar que muitos não podiam entender, pois confiavam que o exército estava preparado e protegido o suficiente para aquela batalha, afinal eram apenas 49 homens do outro lado.

Mas eles não eram simples homens.

Durante uma batalha, aquele grupo de 49 homens havia sido encurralado por um gigante amaldiçoado. Não se sabe exatamente como, mas a maldição os atingiu. Vários cavaleiros tiveram seus ossos partidos como gravetos, enquanto seus músculos se rasgavam feito palha. A maldição os mantinha vivos, mas inúteis em combate.

Mas não podiam ser subestimados. Eram valentes e usavam a maldição como um motivo a mais para vencer.

Lorde Payton chamou seu cavaleiro mais fiel e seu comandante, Sir Brees.

– Como se sente? Preparado?

– Eu estou bem, milorde.

– Parece preocupado.

– Está tudo bem – respondeu, com certa hesitação.

– Então vá. Prepare os homens – disse Lorde Payton. E chame Sir Davis.

O capitão Davis chegou pouco tempo depois.

– Milorde?

– Preciso que tome conta da situação se as coisas não ocorrerem conforme o esperado. Posso contar com você, Sir Davis?

– Sempre, milorde.

– Ótimo. Apresse-se. Eles estão chegando.

Todos tomaram suas posições nos muros da fortaleza. Os 49 investiram de forma rápida, valendo-se de todo tipo de ataque: flechas, lanças, aríetes e catapultas; pelos flancos e pelo meio. Os comandados de Lorde Payton simplesmente não conseguiam pará-los. Um deles, chamado Aiyuk, conseguiu acertar um duro golpe com sua lança. Aquela não seria uma noite tranquila, de fato.

O combate seguia com os 49 se impondo. De repente, algo chamou a atenção de Lorde Payton. Era Smith, que caía no chão de forma súbita, inconsciente. “Mas o que…”, balbuciou.

Lorde Payton teve um estalo.

Estavam amaldiçoados.

Outros homens começaram a cair, repentinamente. Lorde Payton não conseguia entender como aquilo era possível, pois ainda se defendiam muito bem. Perdido em pensamentos, mal percebeu quando um de seus homens se aproximou ao seu lado e se ajoelhou.

– Me perdoe, milorde! Eu escondi uma informação importante! Eu fui um dos amaldiçoados! Eu fazia parte dos 49! Deveria ter contado quando fui recrutado há duas semanas. Mas como me recuperei dos ferimentos, achei que tudo ficaria bem! Perdão! Darei o melhor de mim para compensar isto! – disse Alexander.

“Duas semanas”, pensou Payton. “O Comandante Brees não está bem desde então… será que?”

Lorde Payton olhou aflito na direção de Sir Brees. Ele jazia no chão.

Aquela batalha não poderia terminar daquela forma. Tinham que ser maiores que aquilo, maiores que aquela maldição. Precisavam virar o jogo. Ele então ordenou:

– Sir Kamara! Winston! Não sairemos derrotados! Ao ataque! Sir Davis, precisamos defender com tudo!

Mais resilientes do que nunca, eles passaram a dominar o combate. Sir Davis parecia estar em todos os lugares, impedindo os avanços. Gardner-Johnson, o “Cão Raivoso”, parecia se alimentar da própria fúria. Sir Kamara era imparável de cima de seu corcel negro, quebrando as linhas inimigas.

Callaway se esgueirou por trás da tropa e explodiu as catapultas dos 49. Jenkins, com uma flecha certeira, atingiu o comandante inimigo. No final do combate, Robinson impediu que eles entrassem pelo portão.

Lorde Payton e seus homens venceram. A maldição seria desfeita? Só o tempo poderia dizer.

– E agora, milorde, o que faremos? Sem nosso comandante? Novas batalhas estão por vir – questionou Callaway.

– Vê esta fortaleza aqui? – perguntou Lorde Payton, enquanto apontava ao seu redor. – Essa fortaleza está de pé, pois vocês lutaram. E seguirá assim, enquanto permanecermos unidos!

Todos vibraram. Lorde Payton precisava que eles mantivessem a confiança. E com essa confiança, seriam capazes de vencer as próximas batalhas.

Não há maldição grande o suficiente quando se sabe o que fazer. E Lorde Payton sabe.

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