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Crônicas em Preto e Dourado: Dois velhos pistoleiros, Parte II

Crônicas em Preto e Dourado: Dois velhos pistoleiros, Parte II

Alex ‘Donkey’ Anzalone cavalgava tranquilamente à beira de um riacho, enquanto pensava na sua pescaria frustrada (ele não havia percebido que estava pescando sem isca).

O final da tarde já se aproximava e ele já se encaminhava para o covil dos Santos. Foi quando avistou, ao longe, a figura de um homem montado em um cavalo. Segurou as rédeas com mais firmeza e apalpou o revólver, localizando-o. À medida que o homem se aproximava, pode distinguir seu traje: se vestia como um pirata. Anzalone se empertigou e levou a mão no revólver. O desconhecido logo se pronunciou:

– Calma, calma! Não se precipite. Hoje eu venho em paz. Trago um recado do chefe.

Assim que o homem se aproximou mais, Anzalone o reconheceu. Era Toninho Marrom, conhecido por ser um abusador. Algo que até mesmo para os fora-da-lei era imoral. Ele agora era um Bucaneiro. ‘Six Rings‘ fez questão de rasgar seu cartaz de procurado e disse que todos mereciam uma segunda chance. Valia tudo pela tentativa de conquistar a Nacional Sul.


Mais tarde, no covil dos Santos, os homens estavam sentados ao redor de uma fogueira comendo carne de urso e jogando conversa fora. Anzalone chegou cavalgando rápido, desceu da montaria num salto e foi correndo até Drew ‘Breesus’ Brees.

– Vamos deixar um pouco de comida pra você, homem! Não precisa correr! – disse Thomas, provocando algumas risadas de seus companheiros.

– Chefe, você não vai acreditar. O Toninho Marrom. Ele é um Bucaneiro, agora – disse Anzalone em tom sério, o que dissipou as risadas imediatamente.

– E por que eu deveria me preocupar? – respondeu Brees.

– Ele me topou no meio da estrada… para me dar um recado. Os Bucaneiros querem uma revanche. Dia oito. Lá no vilarejo Raimundo Tiago.

– Ah, eles querem uma revanche e a gente ainda tem que ir até eles?

– Então, chefe, eu até disse isso pra ele, daí…

– Mas é claro que eu aceito! Haha! Derrotar Brady e seus patetas lá na casa deles vai ser um deleite.


Chegado o dia, o vilarejo estava deserto. Na rua principal só se ouvia o som do vento e da impaciência de Brady. Já era noite quando os chapéus dourados apontaram no horizonte. Cavalgavam sem pressa, confiantes, como se soubessem que algo de especial os aguardava.

Tom ‘Six Rings’ Brady queria sua vingança. Uma segunda derrota aqui teria um custo muito alto. Olhava fixamente para aqueles homens de preto e dourado, que desciam de seus cavalos. Brady os seguia com os olhos enquanto tomavam suas posições.

– Estamos prontos, ‘Six Rings’ – disse ‘Breesus’.

Mal teve tempo de terminar porque Brady sacou sua arma e disparou. Seus companheiros fizeram o mesmo logo em seguida.

Mas nada aconteceu.

Os Santos, parados, apenas viram todas as balas se perderem no ar, sem rumo.

Mas o olhar de Brees tinha rumo. Tinha foco. Tinha… fúria.

E então o massacre começou.

Brees disparou rápido, ‘AK41’ rompeu pelo meio, Thomas foi preciso, Taysom ‘Canivete Suíço’ Hill fez sua carabina cantar, o Cozinheiro os acertou em cheio, o Marquês flanqueou e Smith, sem perdão, foi letal. Bam!

Adam ‘Truta’ Trautman acertou vários de uma vez e imitou os tiros pro chão de Brady para comemorar. Bam! Bam!

Os Bucaneiros recuavam, sem resposta. Desespero. Manuelito, lá de longe, com seu rifle, foi impiedoso. Bam! Bam! Bam!

“Não! Não! Não!”, eram os gritos de Brady quando Onye’Kill atingiu seu rosto. Seus olhos, atônitos, ainda viram o reluzir da lua nas facas de Kamara. Bam! Bam! Bam! Bam!

‘Six Rings’ olhou para seus anéis, respirou fundo e se ergueu. Era agora ou nunca. Mas a agonia mora na ponta dos dedos, e ele errou. Marcus ‘Mistackle’ Williams estava atento e o atingiu de forma fulminante. Então veio ‘Trex’ com três pauladas, Gronk não ajudou na sequência e Jenkins fuzilou. Os Bucaneiros estavam aniquilados. Há muito tempo Brady não ouvia o som da destruição, e neste dia esse som quase estourou seus tímpanos.

Os Bucaneiros deixaram seu próprio terreno devastados. Perdidos. Escorraçados. Antes de virar as costas para o combate, Brady olhou para Drew ‘Breesus’ Brees, que levava um pequeno sorriso no rosto. Dois velhos pistoleiros, dois confrontos, apenas um vitorioso. Brees e seu bando. Os reis da Nacional Sul.

Ao final, Brees ergueu seu revólver, a fumaça subindo, o cano quente, flamejante, prestes a derreter com o calor gerado pela profusão de tiros. ‘Breesus’ riu e comentou:

– É… ferveu!

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