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Pré-jogo: Os opostos se atraem

Pré-jogo: Os opostos se atraem

O pré-jogo para a semana 3 vai começar de maneira diferente, com uma reflexão. Não sei há quanto tempo você que está lendo essa coluna torce e acompanha o New Orleans Saints, mas tente lembrar quantas vezes o New Orleans Saints te surpreendeu e conseguiu fazer algo novo, fora do esperado. Acredito que a resposta da maioria seja “muitas vezes”, pois é, o Saints segue surpreendendo, e talvez seja isso que prenda todos nós. Utilizando esse que vos fala como exemplo, acompanho e escrevo sobre o Saints desde 2014, boa parte desse período escrevendo pré-jogos e, 9 anos depois, está é a primeira vez que irei escrever um texto no qual o Saints chega a semana 3 com a campanha de 2-0.

É uma estatística muito estranha de se pensar, visto que a equipe obteve um relativo sucesso num passado recente. Porém, é isso mesmo, a última vez na qual o New Orleans Saints começou 2-0 uma temporada foi em 2013, DEZ anos atrás – guarde esse número.

Essa realidade “inédita” traz um clima muito positivo e otimista para a semana 3, mesmo que as atuações não sejam totalmente convincentes. O Saints chega para essa semana vindo de duas vitórias apertadas, 16×15 contra o Titans na estreia e um 20×17 fora de casa contra o Carolina Panthers, mostrando um time que ainda possui muito a melhorar, mas que já demonstrou ter a capacidade de vencer jogos. Isto porque, em temporadas anteriores, grande parte desses jogos apertados terminaram com um resultado negativo.

Em comparação com o texto da última semana, no que tange ao New Orleans Saints, as inseguranças ainda são as mesmas. A atuação de Derek Carr e da linha ofensiva não foram boas o suficiente para tirar a pulga atrás da orelha do torcedor. A linha ofensiva demonstrou significativa melhora, é verdade, mas Derek Carr, talvez por traumas da semana 1, foi muito inseguro no pocket e tomou algumas decisões precipitadas. De qualquer forma, o QB melhorou de rendimento no segundo tempo e conduziu o time a vitória.

Imagem de: Packerswire/USA Today.

Enquanto parece ser questão de tempo para um melhor encaixe das incertezas acima, os pontos positivos definitivamente compensam os problemas. Além do senso comum – defesa e recebedores, outro grupo mereceu entrar no no lado positivo da bola após a atuação na semana 2, os corredores. Apesar da lesão de Jamaal Williams, Tony Jones e Taysom Hill se mostraram muito efetivos correndo com a bola e devem ser uma arma crucial para o confronto em Wisconsin, apoiados pela estreia do novato Kendre Miller e pelo fato de Green Bay ter cedido uma média de 166 jardas terrestres nas duas primeiras semanas.

Do outro lado da bola, lembram que falei para vocês guardarem um número? O número 10. O ataque do Green Bay Packers, comandados pelo ainda inexperiente Jordan Love, irá encarar uma defesa que está a dez jogos cedendo menos que 20 pontos aos adversários, sendo essa a maior marca da história da franquia e disparada a maior sequência ativa na NFL. Atualmente, dá para apostar que os adversários possuem mais medo de enfrentar nossa defesa do que o contrário, já faz um tempo que o New Orleans Saints é um time de mentalidade defensiva.

Destrinchando um pouco mais o Green Bay Packers, time que vem para a partida com uma vitória e uma derrota até aqui, é possível dizer que esse início foi melhor do que o esperado para muitos. Jordan Love está lançando muito bem a bola, e o ataque tem média de mais de 30 pontos por jogo nesse início de temporada. Aaron Jones e AJ Dillon formam uma bela dupla de RBs e, com a ausência de Christian Watson nas primeiras semanas, Jayden Reed, Luke Musgrave, Dontayvion Wicks e Romeo Doubs se mostraram alvos confiáveis e que prometem dar trabalho a poderosa secundária do Saints.

Wm. Glasheen/USA Today Sports Images.

A defesa de Green Bay merece o devido destaque, pois conta com muito talento em todos os setores: Kenny Clark e Devonte Wyatt na linha defensiva, De’vondre Campbell e Preston Smith entre os linebackers, e uma ótima secundária em Jaire Alexander, Rasul Douglas, Darnell Savage e Rudy Ford. Apesar dos bons nomes, a defesa cedeu ao menos 20 pontos nas duas partidas da temporada, número mágico, tendo em vista a efetividade de nossa defesa.

No geral, por se tratar de um confronto com dois Quarterbacks que ainda estão se acostumando como líderes de seus times enfrentando defesas muito talentosas, creio que podemos esperar mais uma partida defensiva e de placar baixo. As atuações do Saints trazem a esperança de viajar ao norte dos EUA e sair com a vitória, porém, uma derrota no Lambeau Field não pode ser considerado um desastre, visto a dificuldade que as equipes encontram em jogar lá.

O Injury Report para o confronto traz Foster Moreau (TE) como dúvida, Paulson Adebo (CB) e Ugo Amadi (S) como questionáveis para o Saints, enquanto Jamaal Williams e Marcus Maye (suspenso) estão fora. Do outro lado, Green Bay tem uma lista maior, com Elgton Jenkins (OL) e Zayne Anderson (S) fora, David Bakhtiari (OL), Aaron Jones (RB), Lukas Van Ness (LB), Christian Watson (WR) e Jaire Alexander (CB) como questionáveis.

Como de praxe, vamos para o histórico do confronto. Saints e Packers já se enfrentaram 27 vezes na temporada regular, com 17 vitórias para o lado de Green Bay contra apenas 10 para New Orleans. O último confronto entre as equipes, entretanto, ocorreu em setembro de 2021 e o Saints atropelou o Green Bay Packers pelo placar de 38×3. Seria muito otimismo acreditar que algo nesse sentido se repita, porém o sucesso recente contra a equipe é mais um ponto positivo para a partida.

Duas equipes que num passado recente duelaram pelas cabeças da NFC agora se encontram sem seus QBs históricos e em processos de reformulação. Entretanto, nenhuma das equipes estão no famoso “rebuild” e entraram para a temporada com o objetivo de voltar aos Playoffs. Isto torna esse um confronto muito importante para as pretensões de ambos os times que, mesmo em localizações totalmente opostas nos Estados Unidos, se encontram em busca do mesmo objetivo. O palco para o duelo será o histórico Lambeau Field, às 14 horas, horário de Brasília, sem transmissão na TV brasileira.

Imagem destacada: Neworleanssaints.com

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