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Taysom Hill fala sobre a competição que vem pela frente

Taysom Hill fala sobre a competição que vem pela frente

Pela primeira vez em já não se sabe mais quantos anos, haverá uma competição pela posição de Quarteback titular do New Orleans Saints.

Será um dentre Taysom Hill e Jameis Winston a receber o primeiro snap quando a temporada começar.

Hill se sentou com o colunista Rod Walker para uma entrevista durante a cerimônia anual de prêmios Star of Stars do The Advocate, que premia os melhores atletas do ensino médio na área de Baton Rouge. Eles discutiram um pouco de tudo, indo do conselho de Hill a alunos do ensino médio até sua refeição favorita antes dos jogos e a competição de Quarterbacks que vem por aí. Aqui está um excerto da conversa de Walker com Hill.

RW: A última vez que te vimos foi em Janeiro. Como tem sido essa offseason para você?

TH: Quando eu chego à offseason, quero passar o máximo de tempo possível com a minha família. Então, faço minha offseason em Utah. Estamos construindo uma casa por lá agora, será mais ou menos como nosso quartel-general. Então tenho passado bastante tempo com minha família. Temos um filho pequeno de 7 meses e meio portanto estamos passando o máximo de tempo possível com ele.

RW: A grande notícia da offseason tem sido a aposentadoria de Drew Brees. Qual a principal coisa que ele te ensinou que você levará para o resto de sua carreira na NFL?

TH: Essa é uma pergunta difícil (risos). Drew se tornou um dos meus melhores amigos. Drew é meu irmão. Ele tem sido meu maior mentor na NFL. Limitar a só uma coisa é muito difícil de se fazer. Vou dizer que, e acho que isso é muito importante para as jovens crianças quando crescem, chegam no último ano do ensino médio, se tornam pais ou qualquer outra situação que seja, é que a coisa que mais beneficiou é que ele me deixou entrar. Ele me autorizou a ficar grudado nele e observar como ele se prepara para um jogo, como ele treina, as coisas que ele diz no huddle. Eu diria que a melhor coisa para mim foi poder observar tudo que ele faz. Tudo que ele faz tem um propósito. Não existe energia ou tempo jogados fora no dia dele. Eu diria que apenas a oportunidade de acompanhá-lo como profissional tem sido valiosíssimo. Creio que se você está no último ano do ensino médio, é um irmão mais velho ou um pai, isso é um elemento muito importante. Eu sei que Drew estava ciente que as pessoas o observavam. Isso é importante para todas essas classificações. As pessoas estavam assistindo e ele levava isso muito a sério.

RW: Quão animado você está pela oportunidade de substituí-lo? Obviamente será muito difícil jogar tão bem quanto ele.

TH: Acredito que a primeira coisa que me dei conta é que não existe forma de substituir Drew Brees. Ele é um dos maiores da história. Mas acredito que, conforme eu me preparava para entrar na NFL, minha meta e minha mentalidade eram de fazer tudo ao meu alcance apenas para ter a oportunidade de ser “mais um”. Pois existem apenas 32 titulares na NFL. Então quando me preparo para esse ano, training camp, OTAs e a temporada regular, na realidade estou animado só de ter essa oportunidade. Essa tem sido minha meta e minha mentalidade desde que entrei na NFL como calouro em 2017. Então definitivamente é algo no qual não estou pegando leve, e no qual darei tudo que tenho.

RW: Sempre te descrevemos como um “canivete suíço” por você jogar em tantas posições diferentes. Quão difícil foi fazer isso e com você lidou com essa situação?

TH: Foi desafiador. Desde que me conheço por gente, sempre joguei como Quarterback. Foi tudo tudo que fiz na faculdade e basicamente tudo que fiz no ensino médio, pois houve aquele ano quando era mais jovem que joguei como recebedor. Então fazer essa transição foi desafiador. Creio que minha história seja um tanto única pois eu era undrafted, então eu fiquei muito animado quando passei para o elenco final de 53 jogadores. Certamente muito grato ao New Orleans Saints e ao treinador (Sean Payton) por verem algo especial em mim. Então quando surgiu a oportunidade de colocar a camisa e jogar – já que nas primeiras 9 ou 10 rodadas eu não joguei. Foi uma transição difícil para mim, pois eu sempre jogava na faculdade. Não estava acostumado em ficar nas sidelines e não ter uma oportunidade. Então inicialmente eu fiquei muito animado de ter essa oportunidade e que os treinadores a criaram pra mim. E depois eu tive o outro desafio que foi me certificar que eu estava fazendo isso em alto nível. Como ter certeza que estou ajudando o time a ganhar ao fazer essa função única em alto nível. Foi muito desafiador e continua sendo algo que mesmo ano passado eu continuava tentando aperfeiçoar. Existe um tipo de progressão natural em certificar que estou fazendo tudo possível para ser um bom bloqueador, um bom corredor e todo o resto.

RW: Você está aliviado de saber que esse ano pode focar mais em ser Quarterback?

TH: Ah, é bom. No fim do dia e desde que cheguei aqui e me pediram para fazer essa nova função, sempre que fui perguntado algo como “qual o seu objetivo principal?”, a resposta sempre foi jogar como Quarterback. Sou Quarterback de coração e essa é a minha mentalidade. E é muito bom poder focar meu programa de offseason em me tornar o melhor Quarterback possível.

RW: Qual conselho você daria para esses veteranos do ensino médio?

TH: Não se limite. E o que isso significa? É importante ter metas pessoais, caso você queira ser um atleta na faculdade ou qual carreira você quer seguir. É importante você começar a perceber o que precisa fazer para atingir essa meta. A última coisa que você quer é chegar aos seus 30 ou 40 anos e perceber que se tivesse se esforçado um pouco mais, se tivesse ido um pouco melhor nos estudos, eu poderia ter tido essa oportunidade. Então o que eu digo sempre é trabalhe duro agora, e crie o maior número de possibilidade possíveis para si mesmo. Te prometo que encontrará sucesso em qualquer que seja sua meta.

RW: Muitas dessas crianças tem rotinas pré-jogo e superstições. Como é a sua rotina pré-jogo?

TH: Eu não sou um cara supersticioso. Mas eu definitivamente tenho uma rotina. Tenho um horário que tento acordar de manhã. Tenho um café da manhã que gosto. Tenho uma refeição que gosto de comer no sábado à noite. Então sempre como um bife e uma batata com alguns legumes e uma salada no sábado à noite. E depois acordo de manhã e como uns dois ovos e uma torrada de trigo, e essa é a rotina que sigo.

RW: Agora falando sobre metas, quais suas metas pessoais para essa temporada?

TH: Obviamente existem metas individuais e metas coletivas. Mas há tanta conversa sobre competição isso, competição aquilo, que para mim, no fim do dia, existem algumas coisas que sinto que vão me ajudar a ser minha melhor versão possível. Para mim, essa sempre foi minha meta e minha competição. Como Quarterback, isso é sempre centralizado em tomadas de decisão, timing, precisão. No fim do dia, estou constantemente competindo comigo mesmo para ser o melhor que posso. E essa competição nunca acaba. Seja no futebol americano, seja na vida, sinto que sempre estou competindo comigo mesmo para ser a melhor pessoa e o melhor jogador possível.

Traduzido de: nola.com

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