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C.J. Gardner-Johnson encontrou sua zona de conforto temporada passada com o Saints

C.J. Gardner-Johnson encontrou sua zona de conforto temporada passada com o Saints

“Quando eles me disseram para relaxar, ir mais devagar, para entender o que estou fazendo, foi aí que encontrei meu ritmo.”

Nenhuma descrição das habilidades futebolísticas de C.J. Gardner-Johnson pode ser feita sem incluir seu dom de irritar os adversários.

E com “irritar”, nós queremos dizer “incomodar ao ponto de causar distração ou violência”.

Socos foram dados. Empurrões foram de encontro com seu rosto e ombros. Rasteiras foram dadas em Hail Marys. Palavras hostis – algumas que resultaram em atrasos, censuras, e avisos – foram direcionadas a ele.

Gardner-Johnson, o defensive back terceiranista, nunca foi nenhum anjo. Mas raramente ele é culpado por passar dos limites, e é por isso que, depois de concluir sua segunda temporada na NFL, cada vez se fala mais da sua habilidade de “entrar na mente” dos oponentes.

C.J.G.J. achou sua zona de conforto ano passado, e quer continuar de onde parou na temporada que vem por aí.

“Me senti como uma criança”, disse ele em relação à temporada passada, a qual terminou com 66 tackles, 13 passes defendidos, 5 tackles for loss, uma interceptação, 4 quarterback hits e um sack. Ele foi creditado com 40 passes incompletos forçados, de 94 passes arremessados em sua direção.

“Quando eles me disseram para simplesmente ir lá, jogar futebol e relaxar – muita gente chega lá e joga totalmente desconfortável”, ele disse. “Eu sou eu. Então quando eles disseram relaxe, vá devagar, entenda o que está fazendo, foi aí que encontrei meu ritmo. Não quando eu comecei a fazer as jogadas, mas quando comecei a entender que papel eu estava cumprindo dentro da defesa.”

“Foi a defesa como um todo, quando encontrei meu lugar, quando sabia que podia me comunicar, fazer perguntas de verdade, entender meu papel em como melhorar o time. Sinto que quando percebi que eu conseguia mudar jogos – tirar o trash talk de fora, apenas assistir os vídeos – quando entendemos o que está acontecendo, eu e meus colegas, nós jogamos 10 vezes melhor.

Gardner-Johnson, escolha de 4ª rodada o Draft de 2019, deu os créditos ao coordenador defensivo Dennis Allen, e ao treinador de secundária, Aaron Glenn, que agora é coordenador defensivo dos Lions, por ajudarem com seu progresso.

“Entender vantagens”, ele disse. “Entender onde estar. Entender que não é só ficar lá, mas entender por que está lá. Tipo, ‘por que estou em uma curl flat?’, ou, ‘por que estou no meio?, ou ‘por que estou preenchendo esse B gap?’.

“Pois você tem outros 10 caras dependendo de você. Do 1º ano para o 2º ano, você entende isso, mas não compreende completamente o porquê. Então acho que agora eu finalmente compreendi, fazer o meu trabalho bem pode ajudar outro cara a fazer o trabalho dele bem também”

E agora que Gardner-Johnson possui um melhor entendimento, o que vem a seguida em sua lista de afazeres – além de conquistar a alcunha de melhor nickel back da liga – é se certificar de que seus companheiros estão tão confortáveis quanto ele.

“Agora eu preciso ajudar meus companheiros a fazer o mesmo”, ele disse. “Como fazer o próximo cara compreender a mesma coisa? Já que temos algumas caras novas por aqui e alguns novatos.”

“O importante é chegar e jogar. Parece cliché, mas na realidade você de fato só chega e joga. Você conecta sua mente a esse jogo, conecta seus sentimentos a esse jogo, você conecta suas emoções. Então você precisa entender, como eu faço pra melhorar mentalmente do 1º ano para o 2º? E do 2º para o 3º? Como juntar tudo que é possível física e mentalmente?”

Traduzido de: neworleanssaints.com

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