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COLUNA DO ZÉ: Como tudo deveria ser?

COLUNA DO ZÉ: Como tudo deveria ser?

Salve, torcedor dos Saints!

Vou abrir de cara confessando que eu era um dos que acreditava que o New Orleans Saints poderia surpreender e vencer o New York Giants, na semana 15, como realmente aconteceu, por um placar até tranquilo de 24 a 6.

Mas por que surpreender, você pode me perguntar. Os Saints iriam jogar no Caesars Superdome, contra um dos times mais irregulares da liga nos últimos anos. Vitória tranquila iria ser o normal, certo? Mas o recorte recente dizia o contrário.

O time dos Saints é um dos times mais irregulares da liga nessa temporada, jogando bem quando parece que não vai, e jogado muito mal quando deveria ser um jogo mais fácil. Tanto que a torcida no Superdome vem vaiando o time cm frequência cada vez maior e com mais força.

Além disso, o jogo seria contra, talvez, o maior destaque ofensivo da semana 14, o quarterback de New York, Danny, ops, Tommy DeVito (e seu agente “da máfia”). Um calouro que se destacou na semana 14, na vitória dos Giants sobre o Green Bay Packers, e um time que vinha num embalo de três vitórias seguidas.

Isso, somado ao running back Saquon Barkley, poderia ser uma combinação que tinha muito potencial de implodir a frágil defesa dos Saints contra o jogo terrestre. Tudo isso você deve ter visto no pré-jogo do Ivan Martins, certo?

Tinha tudo para ser uma tarde fácil para Saquon Barkley. Só que não. (Michael C. Herbert / New Orleans Saints)

Defesa elite

Eu disse frágil defesa dos Saints? Que otário.

O linebacker Demario Davis e seus companheiros vieram a campo afim de apagar a péssima impressão deixada nas últimas semanas. Que homem!

Quando o placar já estava 3 a 0 para o time de New York, e os Saints já haviam feito o seu primeiro three-and-out rotineiro, Deusmario começou a segunda campanha dos Giants com um abraço gostoso em DeVito, e isso parece ter condicionado o que viria a ser o restante do jogo.

Tanoh Kpassagnon tirando onda com o quarterback ítalo-americano rival. (Michael C. Herbert / New Orleans Saints)

O destaque vai para o defensive end Tanoh Kpassagnon, seus três sacks em DeVito e suas comemorações num gesto clássico italiano, de juntar as pontas dos dedos e mover a mão numa bela provocação. Impagável.

Outro bom destaque foi o defensive lineman Bryan Bresee, que provavelmente fez sua melhor partida com os Saints até agora, com dois sacks e muita pressão. O DE Carl Granderson também ajudou com um sack.

Nada como a alta taxa de criminalidade de New Orleans para combater a máfia ítalo-americana de New York. Ai, ai, esperei minha vida toda para fazer essa piada de tiozão (me perdoem).

Bryan Bresee dando um abraço carinhoso em Tommy DeVito. (Michael C. Herbert / New Orleans Saints)

Sem dar sossego ao quarterback adversário praticamente o jogo todo, restaria combater o jogo terrestre. E a defesa elite apareceu novamente, limitando os Giants a apenas 60 jardas corridas. Barkley teve um total de 14 jardas correndo com a bola em 9 tentativas. Defesa elite.

As duas únicas pontuações do time de New York vieram em dois field goal, um com o kicker Randy Bullock, no primeiro drive do jogo. Nesse chute, Bullock colocou a mão na parte de trás da coxa, e já era. Sobrou para o punter Jamie Gillan, o que, convenhamos, limitou de vez todas as chances dos Giants no jogo, apesar dele ter convertido a chance que teve de 40 jardas.

Ataque suficiente

Do outro lado da bola, o New Orleans Saints mostrou o suficiente para vencer os Giants. O quarterback Derek Carr fez seu melhor jogo com a camisa dos Saints, lançando três passes para touchdown, com 23 passes completos de 28 tentativas para 218 jardas, e um QB rating de 142,8.

Os Saints assumiram o controle do jogo apenas no terceiro quarto superando New York por 10 a 0, e tendo a posse de bola por 11 minutos e 13 segundos. Até então, o placar do primeiro tempo estava em 7 a 6 para os Saints. Um primeiro tempo fraco do ataque, contra um time muito dominado pela defesa.

Os passes para touchdown de Carr foram para o recebedor Keith Kirkwood, para 7 jardas (o primeiro dele desde 2018, quando ainda era Drew Brees no comando), para o tight end Juwan Johnson, de 23 jardas, e para o monstro Jimmy Graham (uma jarda). O kicker Blake Grupe fez um field goal de 50 jardas no terceiro quarto.

Jimmy Graham celebrando na endzone do Superdome não é apenas uma memória distante. (Michael C. Herbert / New Orleans Saints)

É o terceiro jogo consecutivo em que Graham anota um touchdown. Parece que alguém finalmente descobriu que tinham assinado com Graham, ele estava no elenco e ainda é uma máquina de recepções na endzone. Meio tarde, mas antes tarde do que nunca. Se for o último ano dele na liga, vai deixar saudades também por essa temporada.

E fica claro que a ausência de Chris Olave e Michael Thomas deixa bem limitado o ataque aéreo dos Saints. Rashid Shaheed fica muito bem marcado nas jogadas explosivas, e o corpo de WR fica muito frágil com o calouro A.T. Perry e um bando de veteranos que nunca se firmou. Com os dois (Thomas e Olave) fora ao mesmo tempo fica difícil. O fato é que Kamara foi quem teve mais jardas recebidas (44 jardas).

Nenhum jogador teve mais temporadas com mais de 1.000 jardas de scrimmage na história dos Saints – um feito que Alvin Kamara já conseguiu sete vezes. (Michael C. Herbert / New Orleans Saints)

O running back Alvin Kamara machucou os Giants pelo chão, com 66 jardas, e pelo ar, com 44 jardas em cinco recepções, e não anotou nenhum touchdown. Não foi um bom dia para o jogo corrido. Nem Kamara, nem Jamaal Williams foram bem, e mais uma vez os técnicos mostram que são muito fracos por apenas utilizarem Taysom Hill em uma tentativa de passe, em uma recepção e em uma tentativa de corrida.

O que temos pela frente

Novamente, eu não sei o que esperar. Sabemos que é um time que não vai abraçar o tank, para subir posições no draft. E com o tanto de jogadores afins de Derek Carr no elenco, será ele mesmo para a próxima temporada, ou mais além.

Dito isso, ele teve a sua primeira semana com três passes para touchdown liderando o ataque dos Saints. O time ofensivamente continua limitado pela falta de ideias do seu coordenador ofensivo, que claramente não sabe usar as peças que tem disponível (quando as tem) e fica mais prejudicado das ideias quando não tem as peças disponíveis.

Mas o time está ganhando, agora estamos com uma campanha 7-7, empatados apenas com o Tampa Bay Buccaneers na liderança da divisão, já que o Atlanta Falcons conseguiu perder para o Carolina Panthers. E com essa campanha 7-7, ainda há a possibilidade de classificação através do WildCard, pois a NFC está muito maluca e nenhum time consegue se firmar o tempo suficiente para descolar e garantir sua vaga.

A.T. Perry voando para fazer uma recepção que sacramentou o resultado do jogo. (Michael C. Herbert / New Orleans Saints)

Em caso de vitórias, vamos supor, nos próximos três jogos, e uma campanha 10-7 ao final, há a possibilidade dos Saints não serem nem apenas o seed 4, e além disso não dá nem para prever quem vamos enfrentar no jogo do WildCard. Dallas Cowboys e Philadelphia Eagles, os mais cotados rivais, perderam essa semana e tudo está indefinido.

Para eles e para nós. Um dos rivais numa possível luta por uma vaga no WildCard é o rival do jogo deste Thursday Night Football. Os Saints viajam para enfrentar o Los Angeles Rams, e é mais uma oportunidade para “vingar” a No Call.

O problema é a semana muito curta, a grande quantidade de jogadores lesionados e um rival empolgado jogando em casa.

Mas vai que Derek Carr empolga no modo franchise quarterback, a defesa se mostra elite mais uma vez, Chris Olave volta (Michael Thomas ainda não vai voltar) e conseguimos essa vitória em horário nobre para selar de vez uma campanha rumo aos playoffs, hein? Vai que…

Mas vamos lá. Quinta-feira tem mais. E a gente segue num misto de esperança e desespero.

Bora, Saints!

Foto da capa: Tanoh Kpassagnon indo dar um abraço gostoso em Tommy DeVito (Michael C. Herbert / New Orleans Saints)

Venha me ver falando bobagem e sofrendo com o New Orleans Saints em outros lugares, no antigo  Twitter e no  Instagram.

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