Mundo WhoDat

A casa do torcedor do New Orleans Saints no Brasil!
Conheça a classe do draft de 2023 do New Orleans Saints

Conheça a classe do draft de 2023 do New Orleans Saints

Em 2023, o New Orleans Saints teve sete escolhas no draft da NFL. Com elas, o time selecionou Bryan Bresee (29ª), Isaiah Foskey (40ª), Kendre Miller (71ª), Nick Saldiveri (103ª), Jake Haener (127ª), Jordan Howden (146ª) e A.T. Perry (195ª).

A seguir, nós preparamos um resumo com a trajetória de cada um deles na universidade e o que os especialistas apontam como seus pontos fortes e fracos chegando na liga.

De forma geral, os analistas deram uma nota B para a classe do Saints. Nos olhos deles, New Orleans endereçou grandes necessidades ao selecionar jogadores da linha defensiva e ofensiva com as três primeiras escolhas. Por outro lado, o time deixou de pegar um tight end e um linebacker, que são posições nas quais falta profundidade no elenco. Apesar de ser vista como uma classe sólida e que pode ter impacto imediato na NFL, também há uma preocupação com a experiência e a saúde de alguns jogadores, que perderam bastante tempo na universidade por conta de lesões.

BRYAN BRESEE (DT)

  • 21 anos – 06/10/2001
  • 1,96 metros de altura
  • 138 Kg
  • RAS (pontuação atlética): 9.61
Bryan Bresee jogando por Clemson Tigers. Crédito da foto: Megan Briggs/Getty Images

Chegando na universidade de Clemson em 2020, Bryan Bresee era um recruta número um em sua posição e tinha sido eleito duas vezes ao primeiro time do USA Today All-American durante o ensino médio. Em três anos com o Tigers, ele atuou em 26 partidas (sendo 21 delas como titular), nas quais conseguiu 64 tackles (15 deles para perda de jardas), 9 sacks, uma interceptação, um fumble forçado e um safety.

Bresee é um defensor grande e atlético. Apesar de atuar no interior da linha, ele se movimenta rápido e é bastante versátil, podendo jogar em diversas posições. Entre seus pontos positivos, os scouts também apontam o bom uso das mãos, a explosividade no snap, a habilidade para sair de bloqueios (seja por meio de movimentações, truques com os olhos ou sua força física), a boa leitura de jogo, o tempo de reação, a base de equilíbrio e seu caráter fora de campo.

O maior ponto negativo da escolha número um do Saints é a sua capacidade de permanecer saudável. Em Clemson ele perdeu inúmeros jogos e passou por cirurgias no ombro e no joelho. Além disso ser uma preocupação do ponto de vista da saúde e da durabilidade, também significa que ele não teve consistência na universidade e chega um pouco cru à NFL. Tirando isso, Bresee precisa melhorar contra o jogo terrestre, ganhar um pouco mais de força muscular e abaixar mais o quadril (ele tende a ficar muito vertical, o que prejudica sua potência e movimentação).

ISAIAH FOSKEY (DE)

  • 22 anos – 30/10/2000
  • 1,96 metros de altura
  • 120 Kg
  • RAS (pontuação atlética): 9.61
Isaiah Foskey jogando por Notre Dame Fighting Irish. Crédito da foto: Scott Taetsch/Getty Images

Isaiah Foskey chegou à universidade de Notre Dame em 2019 e tornou-se titular em 2021, gerando impacto imediato na equipe. Naquele ano, ele liderou o Fighting Irish em tackles para perda de jardas (12.5) e sacks (11), além de ser o líder do país em fumbles forçados (6). Em 2022 sua produção caiu um pouco, mas mesmo assim o defensor foi eleito para o segundo time All-American e foi finalista do Ted Hendricks Award, que reconhece os melhores defensive ends universitários anualmente.

Os analistas apontam que Foskey tem boa agilidade, usa bem as mãos para se livrar de bloqueios, tem bons movimentos de contra-ataque, tem uma boa leitura de jogo, é forte, atlético e explosivo, tem uma boa movimentação de pés (o que lhe permite cobrir passes curtos e ir bem contra o jogo terrestre) e também não para de se esforçar em campo para fazer uma jogada.

Apesar das análises serem majoritariamente positivas, elas apontam que Foskey não tem muita flexibilidade no quadril, o que dificulta que passe por baixo dos bloqueios e de se adaptar rapidamente quando está perto do quarterback (com isso ele acaba desacelerando sua movimentação). Assim como Bresee, o defensor de Notre Dame tem uma postura mais vertical, o que atrapalha um pouco sua movimentação e a habilidade de sair de bloqueios. Para finalizar, Foskey também pode trabalhar sua base e a agressividade quando está preso em um bloqueio – por vezes, o defensor permite que os adversários se prendam a ele.

KENDRE MILLER (RB)

  • 20 anos – 11/06/2002
  • 1,82 metros de altura
  • 99 Kg
  • RAS (pontuação atlética): nada
Kendre Miller jogando por TCU Horned Frogs. Crédito da foto: John E. Moore III/Getty Images

Após ter dois anos modestos em TCU, Kendre Miller despontou em 2022, quando foi titular nas 14 partidas da equipe. Naquele ano ele conquistou 1.399 jardas terrestres (em 224 corridas, o que dá uma média de 6,2 jardas por carregada) e 17 touchdowns. Mesmo perdendo o jogo de bowl por conta de uma lesão, ele foi eleito para o primeiro time da conferência Big 12.

Apontadas como as principais armas de Miller estão a sua estrutura corporal – que é maior do que a média da NFL para running backs -, sua agilidade e movimentação lateral – o que facilita mudanças de direção e escapar dos defensores -, sua explosão e aceleração – que geram várias corridas longas – e sua visão e paciência para enxergar buracos para correr.

Apesar da sua paciência ser uma virtude, Miller também hesita em alguns momentos, o que impede as jogadas de fluírem. Além disso, ele precisa trabalhar mais na proteção do quarterback e correr mais agachado – o running back tem dificuldade em abaixar o shoulder pad, o que dificulta um pouco sua movimentação no segundo nível da defesa.

NICK SALDIVERI (OT)

  • 22 anos – 14/08/2002
  • 1,98 metros de altura
  • 143 Kg
  • RAS (pontuação atlética): 9.47
Nick Saldiveri jogando por Old Dominion Monarchs. Crédito da foto: Mike Caudill/AP Photo

Apesar de vir da pouco conhecida Old Dominion, Nick Saldiveri chegou bem cotado ao draft, tanto é que o Saints subiu na quarta rodada para poder pegá-lo. Em três anos como titular em ODU, ele participou de 39 jogos, sendo 34 deles como right tackle. Apenas o sexto jogador da universidade a ser convidado ao combine, ele cedeu somente 9 sacks com o Monarchs, sendo que nenhum deles aconteceu em 2022, quando foi eleito ao segundo time da All-Sun Belt Conference.

Apesar de ter atuado como right tackle, os analistas o veem como um jogador versátil que atua bem bloqueando em zona, no campo aberto e quando faz um pull. De forma geral, Saldiveri tem boa agilidade, chega bem no segundo nível da defesa, tem uma boa técnica no snap (com uma base sólida e ombros na posição certa), consegue se movimentar bem lateralmente e atua bem protegendo o quarterback.

Como pontos que precisam ser aprimorados, os scouts apontam o seu trabalho de mãos (que às vezes é lento e errático), os bloqueios no jogo terrestre, se estabelecer melhor no primeiro contato com o defensor e o drive block, que é feito quando o jogador da linha ofensiva ataca diretamente o peito do defensor com as mãos e a cabeça para tirá-lo de perto da bola.

JAKE HAENER (QB)

  • 24 anos – 10/03/1999
  • 1,83 metros de altura
  • 90 Kg
  • RAS (pontuação atlética): nada
Jake Haener jogando por Fresno State Bulldogs. Crédito da foto: John Cordes/Icon Sportswire via Getty Images

Inicialmente recrutado pela universidade de Washington, Jake Haener se transferiu para Fresno State em 2019 e foi quarterback titular por três temporadas. Em sua carreira universitária, ele teve um total de 9.120 jardas aéreas, 68,2% de passes completados, 68 touchdowns e 18 interceptações. Além de ter ajudado seu time a vencer dois bowls, Haener foi eleito para o primeiro time da conferência All-Mountain West em 2022 e terminou a carreira com o Bulldogs no top 5 das principais estatísticas entre quarterbacks na história da equipe.

Entre os pontos positivos apontados para Haener estão sua calma sob pressão (ele sempre mantém os olhos nos recebedores), a boa força no braço, a adaptação da sua mecânica para conseguir lançar a bola em situações complicadas (inclusive em movimento), sua competitividade e capacidade de responder em momentos importantes do jogo, o seu atleticismo e a boa antecipação de janelas abertas que faz em suas rápidas leituras.

Declarado torcedor de New Orleans, ele chega ao Saints sendo comparado a Drew Brees por conta de sua baixa estatura para a posição. Além de não ter o tamanho considerado adequado para QBs, Haener não tem uma mecânica de lançamento muito rápida, ele sofre com inconsistência em passes de profundidade (seus lançamentos dependem mais da força do que da precisão aguçada) e tem dificuldade de fugir de sacks quando os defensores chegam ao backfield, e por isso acaba levando muitas pancadas.

JORDAN HOWDEN (S)

  • 22 anos – 14/05/2000
  • 1,83 metros de altura
  • 94 Kg
  • RAS (pontuação atlética): 8.88
Jordan Howden jogando por Minnesota Golden Gophers. Crédito da foto: Matt Blewett-USA TODAY Sports

Uma estrela no campo de futebol americano e nas pistas de atletismo saindo do ensino médio, Jordan Howden atuou nos times especiais e na defesa da universidade de Minnesota entre 2018 e 2022. Lá ele atuou em 58 partidas (sendo 49 como titular), conseguindo 240 tackles, 20 desvios de passes e 4 interceptações.

De forma geral, os scouts apontam que Howden é instintivo, tem boa leitura de jogo (tanto no terrestre como no aéreo), tem boas mãos e é experiente por ter atuado bastante no nível universitário. Ele também tem uma boa movimentação em campo, posicionando-se de forma precisa, sendo capaz de atuar para perto da linha de scrimmage e acompanhando as rotas de forma eficiente.

Mesmo tendo vencido campeonatos em corridas de atletismo, Howden sofre um pouco com a velocidade, o que dificulta sua capacidade de defender recebedores rápidos e em profundidade. Ele também precisa melhorar sua técnica para fazer tackles e sua habilidade para se recuperar quando faz uma leitura ou um movimento equivocado.

A.T. PERRY (WR)

  • 23 anos – 26/10/1999
  • 1,96 metros de altura
  • 93 Kg
  • RAS (pontuação atlética): 9.62
A.T. Perry jogando por Wake Forest Demon Deacons. Crédito da foto: Sam Greenwood/Getty Images

Apesar de ter ficado cinco anos em Wake Forest, A.T. Perry só conseguiu se destacar em seus dois últimos anos na universidade, quando foi eleito duas vezes para o primeiro time da conferência ACC. Ao todo, ele terminou sua carreira universitária com 26 jogos como titular, 171 recepções feitas, 2.662 jardas recebidas e 28 touchdowns.

Perry é um recebedor alto, veloz em campo aberto e com braços longos, características muito procuradas na NFL. Ele também tem uma boa saída da linha de scrimmage, seja ajustando a sua velocidade, com movimentos de habilidade ou sendo físico com os defensores. Os analistas também apontam que o WR corre bem após a recepção, é bom em conseguir voltar para receber a bola (usando seu corpo de escudo contra a defesa) e é ótimo ajustando o corpo para fazer recepções difíceis.

Apesar de ter um corpo grande, Perry precisa ganhar mais força muscular, já que ele tem um pouco de dificuldade contra defensores físicos. Outro problema que ele precisa endereçar é sua habilidade com as mãos, pois o wide receiver sofreu com muitos drops – foram 17 nos seus dois últimos anos em Wake Forest. Mesmo sendo veloz, Perry tem dificuldade de explosão na aceleração inicial e na hora de trocar a direção em um corte. Ele também precisa trabalhar seu bloqueio para o jogo terrestre e ampliar as rotas que é capaz de correr. Vale apontar que Perry estava projetado para sair nos rounds intermediários, mas caiu até a sexta rodada. Quando questionado sobre o motivo, ele disse que o que lhe foi dito é que essa queda aconteceu por questões de caráter, embora ele não tenha um histórico complicado dentro ou fora de campo.

Please follow and like us:

Leave comment

Your email address will not be published. Required fields are marked with *.