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A casa do torcedor do New Orleans Saints no Brasil!

Conhecendo nosso adversário: Atlanta Falcons

Demorou esse ano, mas finalmente podemos dizer que ela chegou, a Falcons Hate Week! Com seis vitórias consecutivas, o New Orleans Saints recebe seu principal rival na semana 11.

O Atlanta Falcons é dono de uma campanha de três vitórias e seis derrotas, sendo as 3 vitórias nos últimos 4 jogos. A equipe começou a temporada muito mal, 0-5 até a demissão do ex-HC Dan Quinn, atlantafalconizando jogo após jogo. Iniciou a temporada perdendo de 38 a 25 para o Seahawks, depois falconizou e perdeu de virada por 40 a 39 contra o Cowboys, conseguiu um “back to back” entregando o jogo no final contra o Bears, perdendo por 30 a 26. Fechando a sequência de cinco derrotas, perdeu fora de casa por 30 a 16 para o Packers e 23 a 16 em casa para o Panthers.

A sequência de derrotas acabou no primeiro jogo pós saída de Quinn, atropelaram o Vikings por 40 a 23. Após esse jogo, tudo voltou ao normal, atlantafalconizaram de novo perdendo literalmente no último segundo por 23 a 22 contra o Lions. Entretanto, as duas últimas partidas foram mais animadoras, a equipe jogará contra o Saints vindo de duas vitórias seguidas, 25 a 17 contra o Panthers e 34 a 27 contra o Broncos.

O que faz essa equipe entregar tantos jogos assim? Não acho que conseguirei responder, me parece mais algo astral que propriamente racional. Mas posso dar uma explicada de quem é e como está o Atlanta Falcons esse ano.

ATAQUE

Matt Ryan e Julio Jones. Foto de: Chuck Cook-USA TODAY Sports.

Diferentemente do jogo contra o Chicago Bears, hoje começarei com a notícia ruim primeiro. O ataque do Falcons é realmente talentoso, pode estar longe de seu auge, mas ainda sim é top 5 em jardas totais por jogo com 396,8 de média, e o 13º em pontos feitos por partida com uma média de 27 pontos feitos por jogo.

O talento começa na posição de QB. Matt Ryan, apesar de questionado e caçoado, principalmente pela torcida do Saints, é um dos mais talentosos QBs da liga. Nessa temporada, possui um QB Rating muito bom de 99, além de 15 touchdowns e apenas 5 interceptações lançadas na temporada.

O trabalho de Matt Ryan é favorecido, pois conta com dois ótimos recebedores. Julio Jones é indiscutivelmente um dos melhores da liga, mas as lesões o seguram para apenas 637 jardas e 3 touchdowns. Seu companheiro, Calvin Ridley, também sofre com lesões mas deve ir pro jogo, ele coleciona 657 jardas e 3 touchdowns na temporada. Além deles, Russell Gage vem em boa temporada, Zaccheus e Christian Blake também podem ajudar. Dentre os TEs, a contratação Hayden Hurst está em uma ótima temporada com 411 jardas e 3 TDs, o TE reserva Luke Stocker também participa decentemente dos jogos.

Para facilitar o funcionamento deste ataque, Todd Gurley foi contratado para melhorar o jogo terrestre, e vem fazendo um bom trabalho com 584 jardas e a ótima marca de 9 touchdowns. Brian Hill, seu reserva, também é bem utilizado.

Concluindo o ataque, a linha ofensiva está melhorando essa temporada protegendo Ryan, mas numericamente não é muito boa, sendo apenas a 18ª da liga em sacks cedidos, com uma média de mais de 2 sacks por jogo.

DEFESA

Deion Jones interceptando Drew Brees. Foto de: 247sports.com

Chegamos a notícia boa. Assim como o ataque do Falcons é bom há um tempo, a defesa da equipe não é das melhores já tem algumas temporadas. Para ser mais específico, a defesa é a terceira pior da liga em jardas cedidas por jogo com uma média de 410 e, além disso, é apenas a 25ª na NFL em média de pontos cedidos por partida com 27,9.

Começando pela linha defensiva, ela está longe de ser uma das melhores da liga, força apenas 1,6 sacks por jogo. Conta com Grady Jarrett como principal nome com 2,5 sacks, além de Allen Bailey, Steven Means e o ex-Saints Tyler Davison entre os DTs. Nos DEs, a equipe não vai contar com Dante Fowler Jr (2 sacks) com COVID-19, mas vai contar com Charles Harris que possui dois sacks e, tirando Fowler, vêm sendo o melhor jogador desta linha ao lado de Jarrett.

Para completar o front seven, a equipe conta com apenas dois linebackers de expressão: Deion Jones e Foye Olokun. Jones é um velho conhecido do Saints, se existe um jogador do Falcons que a torcida do Saints mais odeia atualmente, acredito que seria ele. Desde entrou para liga, Jones é uma pedra no sapato, sempre joga muito bem contra nós e deixa claro que adora nos enfrentar. Ele é de fato um bom jogador, nessa temporada possui 57 tackles, 2,5 sacks e uma interceptação. Seu companheiro, Olokun, está numa temporada muito boa, também tem uma interceptação e é o líder em tackles da equipe com 64. Esse front seven faz um bom trabalho, talvez pelo jogo aéreo entrar facilmente, mas a equipe é a 6ª melhor da liga parando o jogo terrestre, com médias de menos de 100 jardas cedidas por partida.

O elo mais fraco desta fraca defesa é com certeza a secundária, visto que é até difícil entender quem são de fato os titulares na posição. Cinco jogadores possuem um número considerável de snaps na posição de cornerback: Kendall Sheffield, Isaiah Oliver, o novato AJ Terrell (1 INT), Darquese Darnold (1 INT) e Wreh-Wilson (2 INT). Dentre os safeties temos a lesão mais alarmante da equipe: Domantae Kazee rompeu o Aquiles e está fora da temporada. Em seu lugar jogam os experientes Ricardo Allen (1 INT) e Keanu Neal (57 tackles), mas que estão longe do auge de suas carreiras. Pare se ter noção da dificuldade dessa secundária, é a segunda pior da liga em jardas aéreas cedidas com uma média de 310,3 por jogo.

TIME DE ESPECIALISTAS

Younghoe Koo. Foto de:  Curtis Compton / Curtis.Compton@

Os principais especialistas de Atlanta são o kicker Younghoe Koo em ótima temporada, acertando 21 dos 22 FGs que tentou, o punter Hofrichter e quem retorna os chutes é o WR Brandon Powell.

Mesmo sendo um clássico, pela atuação situação das equipes na temporada, o Saints deveria ter amplo favoritismo nesse jogo. Porém, com a lesão de Brees, mesmo com a fraca defesa de Atlanta, não se pode ter tanta certeza que o Saints vencerá comandado por um QB reserva (vai saber qual). A partida ocorrerá às 15h, horário de Brasília, no Superdome em New Orleans sem transmissão na TV brasileira.

Imagem destacada: Todd Kirkland/Getty Images.

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