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PÓS-JOGO: 25X28 VS VIKINGS – FALTAS QUE CUSTAM CARO

102 jardas. Essa é a quantidade de jardas perdidas devido às dez faltas cometidas pelo New Orleans Saints no jogo de Londres, contra o Minnesota Vikings.

Faltas que foram cruciais, pois aconteceram em momentos decisivos do jogo, diversas delas em terceiras descidas que poderiam tirar o ataque de Minnesota do campo. Por mais que sejam marcações questionáveis por parte das zebras, o time de New Orleans continua pecando pelo excesso de indisciplina, e o número de faltas cometidas provou-se decisivo ao final da partida, perdida por uma diferença de apenas 3 pontos ou 61 jardas.

61 jardas? Sim, 61 jardas. Essa foi a distância da tentativa de field goal de Will Lutz no último lance do jogo. O chute parecia certeiro, preciso, enganando o próprio Dennis Allen: “De onde eu estava, parecia que o chute seria bom”. Mas, quis o acaso que a bola, caprichosamente, acertasse não apenas uma, mas duas traves, e não entrasse. Seria o recorde da carreira de Lutz, quebrado minutos antes em belíssimo chute de 60 jardas.

Outra característica negativa que parece estar tomando os Saints de assalto é a grande quantidade de turnovers. Desta vez, foram “apenas” dois, mas que resultaram em 6 pontos para o adversário. 3 deles nos últimos segundos do primeiro tempo, quando os Saints tentavam um ataque de 2 minutos, e um fumble sofrido por Andy Dalton deu a oportunidade para os Vikings acertarem mais um field goal. Somados aos outros NOVE turnovers cometidos nas outras três partidas da temporada, ao final da Semana 4 são onze bolas perdidas que colocam os Saints no topo da lista dos piores times da liga no quesito.

O JOGO

 Uma vez mais, os Saints demoraram a entrar no jogo. Mas, em Londres, o ataque “clicou” mais rápido do que em partidas anteriores e conseguiu pontuar no início do 2º quarto para empatar a partida. Touchdown convertido pelo nosso “menino de ouro”, Chris Olave, seu primeiro na liga.

 O primeiro tempo terminaria 13 a 7 para os Vikings, graças à defesa, que conseguiu segurar o bom ataque terrestre adversário liderado por Dalvin Cook, cujo histórico contra os Saints é extremamente positivo.

Aliás, a defesa dos Saints continua sendo o ponto de destaque da equipe. Apesar dos 28 pontos cedidos, 6 deles foram oriundos de fumbles sofridos pelo ataque e pelos times especiais ainda no campo de defesa. Poderíamos definir a atuação defensiva dos Saints neste jogo com a clássica frase “enverga, mas não quebra”. De fato, Minnesota conseguia evoluir bem em suas campanhas até a red zone, quando os Saints subiam um muro e impediam o touchdown. Nessa toada, foram cinco field goals anotados pelos Vikings, que, caso tivessem sido transformados em 7 pontos, poderiam ter definido a partida ainda no 3º quarto. Ressalte-se, no entanto, a partida do recebedor dos Vikings Justin Jefferson, que venceu a maioria dos duelos contra Marshon Lattimore e teve 10 recepções para 147 jardas.

Todavia, duas campanhas dos Vikings foram decisivas e contestam a definição do “enverga, mas não quebra”. A primeira delas foi o primeiro drive dos Vikings no jogo, que durou quase 7 minutos e resultou num touchdown de screen pass numa 3ª pro gol da linha de 15 jardas. Foram três tackles perdidos na jogada.

Há quem diga que o segundo touchdown dos Vikings, já no último quarto da partida, possa ser creditado às más decisões da arbitragem. É compreensível, já que foram pelo menos duas faltas questionáveis marcadas contra a defesa de New Orleans. Uma delas, uma marcação de uso ilegal das mãos anotada contra o Texugo do Mel, foi claramente uma bad call das zebras, já que o replay mostrou não ter havido contato da mão de Tyrann Mathieu com a face mask do jogador adversário. Mas, é jogo que segue. Como comentou Tyrann Mathieu ao final da partida, “a falta foi marcada. Temos que viver com isso”. É necessário seguir em frente, fazer a próxima jogada.

Todavia, fica difícil colocar a culpa na arbitragem quando a defesa teve a oportunidade de parar a campanha ainda no campo de defesa do adversário, quando os Vikings encararam uma segunda descida para 21 jardas após sack de Demario Davis sobre Cousins. O lamentável é que a pontuação da equipe de Minnesota veio logo após o touchdown de Taysom Hill, que deu a liderança para New Orleans pela primeira e única vez na partida. Tivéssemos segurado ali, certamente a história seria outra.

Mesmo diante desta seara de erros e más decisões, ainda há alguns pontos positivos a serem ressaltados. Andy Dalton se mostrou mais seguro e preciso que Jameis Winston, até porque a linha ofensiva vem mostrando certa evolução jogo a jogo. Mesmo sem sua principal estrela, Alvin Kamara, o ataque também contou com um bom jogo corrido, especialmente por parte de Latavius Murray, que, contudo, mal retornou para os Saints e já acertou sua saída para o Denver Broncos.

Novamente assistimos a uma equipe que demorou a entrar no jogo. E dentre todos os fatos já narrados, a quantidade de faltas chama a atenção. Aqui caberia a pergunta: trata-se de bad coaching ou simples indisciplina dos jogadores?

Talvez o próximo jogo nos dê a resposta. Neste domingo, os Saints receberão o Seattle Seahawks no Caesars Superdome, em New Orleans. Nas casas de apostas, os Saints são favoritos, mas resta saber se conseguirão “clicar” rapidamente, evitar as faltas e entrar cedo na disputa.

Assista aos melhores momentos do jogo

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