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Pós-Jogo | W2 – Panthers 26×7 Saints

Sair de desacreditado a favorito em uma semana para te decepcionar na seguinte. Senhoras e senhores, isso é New Orleans Saints.

O New Orleans Saints nunca tinha jogado tão mal no comando de Sean Payton. Em um dia onde tudo deu errado, os Saints perderam por 26×7 para o Carolina Panthers e saíram agradecido por não ter perdido de zero.

“É uma derrota decepcionante”, começou Sean Payton em seu discurso após o jogo. “Damos créditos a Carolina. Nós fizemos várias coisas e coisas que você não pode fazer se quer vencer um jogo. Ofensivamente, em particular, é o pior que eu vi em muito tempo aqui e isso começa em mim. Precisamos fazer um trabalho melhor. Nosso plano para bloqueios não foi bom. E não tem nada a ver com estarmos com menos treinadores, ou estamos jogando fora de casa, ou o Covid… Tudo isso é desculpa. Eles jogaram melhor do que nós hoje e mereceram vencer o jogo”.

A dureza e franqueza de Sean Payton tem um motivo. Este foi o jogo em que o Saints menos conseguiu jardas desde que o treinador assumiu o time, em 2006. E ficou 50 jardas atrás do que tinha sido o pior jogo da era Payton (foram apenas 176 jardas contra o Cowboys na derrota de 2018). As míseras 128 jardas conquistadas contra os Panthers foi a pior marca desde a semana 1 de 2001.

Os motivos são vários. Em um jogo em que nada deu certo, vimos a linha ofensiva sofrer muito contra zone blitz, vimos um jogo corrido ineficiente e um Jameis Winston que, pressionado e desesperado, tomava decisões péssimas e que geraram duas interceptações. E os ajustes ficaram limitados, já que um surto de casos de Covid tirou oito treinadores do Saints da partida.

“Isso atrapalhou um pouco”, disse Payton sobre a ausência dos treinadores. “Mas nada que tenha sido um grande problema. Isso começa em mim. Precisamos ter um plano melhor para usar o material que temos”.

E os ajustes precisavam acontecer. Principalmente na linha ofensiva. Sem o center Eric McCoy, machucado, Cesar Ruiz assumiu a função, abrindo espaço para Calvin Throckmorton, que já tinha entrado contra o Green Bay Packers. O time de Carolina abusava das blitzes em zona e por várias vezes vimos jogadores perdidos, com dois jogadores correndo em sua direção e sendo atropelado.

Winston foi derrubado quatro vezes, perdendo 31 jardas. Segundo a ESPN, ele foi pressionado em 18 das 28 jogadas de passe, sendo que em 11 vezes Winston levou alguma pancada.

“Tivemos problemas na comunicação”, analisou o tackle Terron Armstead. “Eles fizeram um bom trabalho lançando diferentes formações e o barulho era um fator deles também. Você sabe, esses fatores pequenos acabam influenciando também. Não fomos capazes de diagnosticar o que estavam fazendo. Mas como eu gosto de dizer, mérito dos rapazes por disfarçarem as marcações, variações e jogadores. Eles tiveram muitos caras fazendo múltiplas coisas. Uma hora nos atacando, na outra recuando para cobertura. Isso deixa um pouco mais dificil diagnosticar quem você vai colocar no plano de proteção. Mas no nosso caso, o que podemos controlar é nossa comunicação”.

Estes ajustes podem acontecer de diversas formas. Existem técnicos espalhados pelo estádio para ver o que está acontecendo e definir um antídoto. Os próprios jogadores em campo também podem fazer esse diagnostico. Ou ele pode vir através de audibles do quarterback, que observa a defesa inteira antes do snap.

“Eu preciso me comunicar melhor”, disse o quarterback Jameis Winston sobre estes ajustes. “Eu preciso ser mais claro. Foi nosso primeiro jogo fora de casa. Definitivamente preciso usar minha voz para comunicar a linha ofensiva a proteção e o que a gente deseja”.

Para encerrar, não podemos deixar passar algumas decisões erradas do quarterback. Nas duas interceptações, Winston, pressionado, simplesmente se livrou da bola jogando ela para cima no meio do campo. Apesar do justo desespero por um dia ruim e um placar adverso, esse tipo de decisão deixa a vitória ainda mais longe.

“Ainda em busca de tomar boas decisões”, comentou Winston. “(As interceptações) vieram em momentos inoportunos. Primeiramente, eu não queria que nós estivéssemos naquela posição, mas ainda assim preciso tomar cuidado com a bola e fazer nosso melhor para vencer a batalha dos turnovers“.

A defesa também teve seus problemas. Foram poucas pressões, apesar de uma encorajadora partida do rookie Payton Turner. Mas tudo ficava ainda pior com a ineficiência do ataque. E, no final das contas, o único touchdown dos Saints na partida veio após um bom trabalho defensivo, que recuperou a bola já perto da redzone adversária. Se não fosse a defesa, provavelmente perderíamos sem pontuar.

A questão que fica agora é: Será que o verdadeiro New Orleans Saints é o time que atropelou o Green Bay Packers ou o que foi atropelado pelo Carolina Panthers?

O New England Patriots irá nos responder.

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