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Pós-Jogo | W7 – Seahawks 10×13 Saints

Nem sempre há beleza nas vitórias, mas todas as vitórias são belas. Em uma partida fraca tecnicamente e de ataques com pouquíssima inspiração, o New Orleans Saints chegou a quarta vitória na temporada fora de casa contra o Seattle Seahawks.

“Aqui é um lugar difícil para jogar, lidando com o barulho. Nossa defesa jogou realmente bem depois de uma jogada explosiva no começo. Sabíamos que ia ser um daqueles jogos que a posição de campo seria importante, que a segurança com a bola seria importante, e preparamos nossa mente para o que aconteceria com o clima. Eu nunca tinha ouvido sobre ciclone bomba, mas isso chama a atenção. Na maior parte lidamos bem com o clima.”
Sean Payton, técnico do New Orleans Saints

A chuva e os fortes ventos atrapalharam, claro. Mas houve um misto de superioridade defensiva com incompetência ofensiva em ambos os lados. Os números mostram isso. Somando os times, apenas pouco mais de 500 jardas foram avançadas durante o jogo. 11 punts foram chutados. Seattle teve mais jardas aéreas em uma play (passe de 84 jardas para DK Metcalf) do que no resto do jogo (83). Os Saints converteram apenas 2 das 13 vezes que estiveram em 3ª descida. Não muito melhor, o Seahawks converteu 3 das 12 oportunidades. Enfim, foi um jogo feio.

E o que se fazer quando o jogo está feio? Disque 0800Kamara.

“Você se lembra há dois anos? Legal, mas há dois anos tivemos um vai e volta, com pontuação baixa. E em um two-minute drill nós acertamos o adversário com uma jogada screen para o Kamara. Era o primeiro jogo do Teddy (Bridgewater) e você sempre deseja que o quarterback faça algo a mais. Hoje, eles jogaram bastante em zona e mesmo que com apenas um safety marcando o fundo, eles sempre estavam cobrindo as jogadas longas. Eu fui questionado no intervalo do porquê estávamos usando tanto o Alvin. Muito foi baseado na cobertura distante. Jameis foi inteligente o bastante para se manter descarregando nele. Tipicamente um bom two-minute drill tem um ou outro passe curto para os corredores, e este não foi diferente”.

A estratégia inicial talvez nem fosse exatamente essa, apesar de Sean Payton dizer que estava preparado para tudo. Mas o próprio Alvin Kamara se mostrou surpreso com sua participação. “Eu não sabia o que esperar. Tudo que eu sabia era o que tinhamos planejado e o que fizemos durante a semana. Todo jogo tem uma vida própria e o dessa semana me deu várias bolas”.

Agora, precisamos falar muito de quem carrega esse time nas costas. De longe, a defesa do New Orleans Saints vem provando semana após semana ser o pilar que sustenta o time e, neste pilar, existe um ser superpoderoso chamado Demario Davis.

O linebacker do Saints teve nada menos do que 10 tackles (7 solos e 3 assistências), sendo quatro deles forçando a perda de jardas, dois sacks e um passe defendido. Na hora em que a defesa precisou responder, principalmente na parte final do jogo, Demario Davis apareceu gigante com jogadas absurdas.

“Cara, eu amo a forma como ele lidera e joga com entusiasmo”, elogiou Sean Payton. “Ele desenvolveu não apenas contra corridas, mas contra passes. Sabe, ele é alguém que tem bom instinto, que pode fechar espaço em uma corrida ou jogar no espaço. Ele da bons tackles. Ele está jogando bem e é claro que quando a gente assistir o vídeo amanhã, veremos muito esforço”.

“Precisamos ser capazes de jogar um futebol complementar. Temos vários pilares altos para nosso grupo e não há outro caminho que você possa seguir. Defesa no campo com o jogo em jogo. Ficamos animados e jogamos com muita energia nestas situações”
Demario Davis, linebacker

Agora é hora de recuperar as forças para um duelo complicadíssimo contra o Tampa Bay Buccaneers. Pela primeira vez na era Sean Payton, os Bucs são favoritos por 5 pontos em uma partida contra o Saints no Superdome. Podemos ter fortes emoções. Ou não.

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