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Primeira entrevista de Klint Kubiak, coordenador ofensivo do Saints

Primeira entrevista de Klint Kubiak, coordenador ofensivo do Saints

Por John Sigler | Traduzido por Raphael Isidoro

Demorou um tempo mas Klint Kubiak finalmente conversou com a imprensa local. O coordenador ofensivo conversou com Mike Hoss e Deuce McAllister na WWL Radio na tarde desta quinta-feira [25/04], algumas horas antes da primeira rodada do draft de 2024 da NFL. O antes assistente do San Francisco 49ers, ainda não tinha dado entrevista como coordenador do Saints.

Essa foi a primeira vez que Kubiak foi formalmente apresentado à imprensa como o coordenador ofensivo do time. Ele falou sobre os planos da offseason até o momento, o que está por vir, como enxerga a classe de quarterbacks no draft de 2024, e o que tem em mente para Derek Carr e Taysom Hill, entre outros tópicos. Aqui está tudo que ele tinha a dizer:

A mudança para New Orleans

“Mais ou menos, nós estávamos muito focados, montando o plano de jogo e jogadas de ataque e conhecendo os jogadores. Mas consegui sair algumas poucas vezes pra comer e ver a cidade. Tem sido ótimo.”

Bases da sua filosofia ofensiva

“Nós queremos ser mais terrestres e correr com a bola. Nós queremos ter a identidade de que ‘podemos correr contra linhas defensivas com 8 homens’. Isso é algo que vamos dar muita atenção nessa offseason. Construir nossos play actions, mover o pocket de acordo com isso, ser um time muito bom na primeira e segunda descidas. Nós conversamos sobre isso na Fase 1 e na Fase 2 do projeto.”

Situação da offseason até o momento

“Absolutamente, eu acho que o técnico Allen nos dá muito tempo para reuniões, então nós temos a disponibilidade de dar a eles várias informações, ver o quanto dessas informações eles conseguem reter. Mais do que você colocaria em um plano de jogo normalmente. Os jogadores podem estar mais familiarizados com alguns esquemas que apresentamos, tipo, em uma semana 6, relembrando a informação retida na primavera (outono para nós). Então, definitivamente, nós vamos carregar bastante os rapazes mentalmente, essa é uma parte muito importante nesse início de processo, descobrindo as melhores maneiras de ensinar o nosso sistema. Descobrir as melhores maneiras para que nossos conceitos sejam ensinados e aprendidos, para aí então mostrar os vídeos e ir para o gramado. É uma parte muito divertida do ano essa agora que ficamos planejando esse processo.”

Ensinando seu ataque a um novo quarterback

“Acho que esse período do ano é importante começar aos poucos, entender a situação e assim acrescentar mais informações. Você constrói seus objetivos, você conhece melhor o quarterback, ficamos familiarizados um com o outro e entendemos os objetivos, isso é parte do relacionamento entre eu e o Derek (Carr). Vamos começar aos poucos, sermos bons em algo primeiro, e aí ver onde vamos com isso. Chegaremos lá com toda certeza. É um processo. Você deve ter primeiro uma identidade para ter onde se apoiar depois.”

Planos para Taysom Hill

“Estou muito animado para trabalhar com ele. Obviamente tenho muito respeito com o jogador que ele é, tendo jogado contra ele, tendo visto vídeos dele. Acho que vai ser algo divertido na offseason claro, começar a trabalhar com ele.”

Avaliando a classe de quarterbacks do draft

“Eu penso que provavelmente a primeira coisa mais importante que se deveria prestar atenção é quantos jogos esse cara jogou, quantos jogos ele começou, qual é seu número de vitórias e derrotas, o cara que provavelmente é escolhido primeiro no geral jogou muitos jogos, ele é um vencedor? Isso é algo que você tem que procurar. O poder de decisão, o timing, a precisão, essas são três coisas que a gente passa muito tempo observando como treinador. Então esse seria o top 4 coisas que eu olho como treinador: desempenho de vitórias, poder de decisão, timing de jogadas e precisão. E como isso se encaixa no que fazemos.”

Como Derek Carr se encaixa no seu sistema

“Considero o Derek um bom atleta, ele é muito preciso com a bola. Ele jogou muito futebol americano. Com certeza uma grande parte de ter vindo para cá foi a chance de trabalhar com ele. Eu tenho o observado por muito tempo, acompanhando a liga. Ele é um quarterback pelo qual tenho muito respeito. Esse curto período com ele tem sido impressionante. Número um a se apontar é seu intelecto, o que ele pode dar conta e o que pode passar para o corpo técnico e administrativo. Esses caras agora lançando e recebendo bolas, ele está em uma boa forma, é muito importante pra ele ser um grande jogador. É importante para mim e nossos coordenadores e treinadores dar a ele um sistema bem sucedido onde ele possa construir sua confiança.”

Eficiência geral e na red zone

“Falando sobre a red zone primeiro, não é uma coisa só, é ser capaz de correr com a bola até lá. É ter uma identidade correndo com a bola e tendo sucesso nas descidas base (primeira e segundas descidas) na red zone para que a gente não esteja em situação de 3ª para 6 na linha de 6 ou 3ª para 10 na linha de 10. Isso é algo que o treinador Shanahan (49ers) realmente aperfeiçoou nos rapazes. Quando em terceiras descidas, você sabe, é um conjunto totalmente diferente de coisas para lidar. É um jogo coletivo e nós tínhamos jogadores muito bons no ataque. Tudo começava com eles. Ter uma boa proteção na linha. Boa tomada de decisões do quarterback, e armas na parte de fora. É sobre jogadores e treinadores terem um plano organizado para elas.”

Traduzido de: saintswire.usatoday.com

Imagem de capa: Klint Kubiak, New York Jets, Getty Images

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