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PÓS-JOGO: 10×20 VS. BUCS – O PESADELO DOS TURNOVERS

Em sua análise pós-jogo da última semana, Caio Rossini escreveu que, contra os Bucs, os Saints deveriam errar muito menos para ter alguma chance de vitória, já que jogaríamos contra uma equipe muito melhor do que os Falcons. Bem, não foi isso que vimos no último domingo.

Tivemos um primeiro tempo perfeito defensivamente. O pass rush funcionou, e contamos com uma atuação de gala de nossa secundária. Com seus wide receivers muito bem marcados, Tom Brady forçou passes e descontou sua frustração, uma vez mais, no pobre coitado do seu iPad, que voltou a beijar o chão num jogo contra os Saints. O resultado foi um zero no placar parcial para Tampa.

Por outro lado, ofensivamente voltamos a ter os mesmos problemas do jogo contra os Falcons: Winston inseguro, por vezes demorando demais a tomar uma decisão; uma linha ofensiva perdida, cedendo gaps cruciais para a penetração dos linebackers de Tampa; e um jogo corrido que, embora tenha tido seus momentos, sentiu a falta de Alvin Kamara, nosso running back número uno. Foram seis sacks sofridos por Winston ao longo do jogo, algo impensável em outros tempos. Todavia, apesar dos pesares, saímos com 3 pontos no placar parcial, fruto de uma campanha consistente que abriu o jogo e que nos daria certa esperança para a continuidade da jornada.

SEGUNDO TEMPO: O DESASTRE VEIO À GALOPE

No segundo tempo as coisas continuariam como no primeiro, ao menos até o final do terceiro quarto: defesas dominantes e ataques com dificuldades de criar. O field goal de 47 jardas convertido por Tampa empataria a partida, mas o que realmente mudaria o jogo seriam os turnovers cometidos em sequência pelo ataque dos Saints.

Tudo começou com um fumble de Mark Ingram que colocaria por terra um drive promissor. O cheirinho de touchdown estava no ar, com o ataque de New Orleans na linha de 11 jardas da red zone adversária. Seria a resposta perfeita ao field goal convertido pelo adversário. Contudo, é bom que se diga, o fumble foi mais mérito do adversário do que falha de Ingram, que havia abraçado a bola firmemente com os dois braços, seguindo fielmente a cartilha do bom running back.

Outro momento crucial da partida viria no drive seguinte. Após uma tentativa fracassada de terceira descida dos Bucs, Mike Evans invade o campo de jogo e agride Marshon Lattimore, supostamente em defesa de seus companheiros de time. Os dois acabaram expulsos de campo. Para muitos, a ejeção de Lattimore foi injusta, uma de várias decisões questionáveis da arbitragem no jogo. Cam Jordan resume a situação: “Dói perder o seu melhor cornerback. Os caras miram nele porque sabem que ele é um dos melhores da liga. Quando vi o replay, (Lattimore) não foi atrás de ninguém. Alguém veio atrás dele. O que você quer que ele faça nessa situação?”

Perder seu melhor cornerback, o cara responsável por anular os principais wide receivers adversários, deixa a defesa dos Saints momentaneamente atordoada. Tom Brady se aproveita da situação na campanha seguinte e lança a bola exatamente ali, onde Lattimore estaria caso não tivesse sido ejetado do jogo, para conectar Breshad Perriman e marcar o primeiro touchdown dos Bucs.

O que se viu depois foi um show de horrores da parte de nosso ataque. Foram 3 interceptações em campanhas consecutivas provocadas por más decisões ou por erros não forçados do nosso quarterback, Jameis Winston. A favor dele, “apenas” o fato de que estaria jogando com quatro vértebras fraturadas, o que certamente pesa num jogo tão físico como o futebol americano. Isso deve ser levado em consideração.

Nesse sentido, cabe a pergunta: estaria Winston realmente em condições de ir para o jogo?  Na primeira de suas três interceptações, claramente faltou braço para ele conectar Chris Olave, que havia conseguido se distanciar da marcação, mas o passe foi curto. Ora, sabemos que um dos pontos fortes de nosso QB é a força que tem no braço. Assim, podemos concluir que sua contusão parece estar limitando alguns de seus movimentos, inclusive deixando-o ainda mais inseguro durante os jogos e afetando, também, sua tomada de decisão. Lembrando que ele está retornando de uma grave lesão no ligamento cruzado do joelho sofrida contra os mesmos Bucs na semana 8 da temporada passada, o que o afastaria dos gramados por quase um ano.

PONTOS POSITIVOS?

Apesar do fracasso em dar continuidade à nossa sequência de vitórias contra Tampa Bay, e das atuações pífias de Jameis Winston e da linha ofensiva (que, na verdade, conseguiu melhorar do jogo contra os Falcons para cá), podemos citar alguns pontos positivos.

Em primeiro lugar, nossa defesa continua dominante. O jogo corrido de Tampa produziu míseras 72 jardas em 30 tentativas. Além disso, o descontrole de Brady, frustrado por não conseguir conectar seus wide receivers da maneira como gostaria, demonstra o quanto tivemos o ataque aéreo de Tampa na mão. Trata-se de uma secundária sólida, composta por excelentes jogadores que ainda não encontraram o ritmo e entrosamento perfeitos. Ou seja, ainda há espaço para melhorias.

Em segundo lugar, o ataque deu mostras de seu potencial. Michael Thomas é a principal comprovação. Ele demonstrou estar de volta à boa forma, marcando mais um touchdown (seu terceiro na temporada) e realizando recepções importantes. Numa delas, uma conversão de terceira descida em que domina a bola e coloca as pontas dos pés no chão, numa belíssima demonstração de controle do corpo e noção espacial.

Parece pouco, mas para um time (que, sim, ainda está em formação) jogar de igual para igual contra um dos principais candidatos ao título desta temporada, trata-se de uma clara demonstração de tenacidade, capacidade, e, principalmente, potencial de desenvolvimento. Falta, contudo, cuidar melhor da bola.

Melhores momentos da partida

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