Coluna do Zé: Já podemos empolgar?
Salve, torcedor dos Saints!
E não é que a primeira vitória veio já na semana 2 da temporada 2026-27? Para mim, que sou só um Zé, de uma maneira inesperada e, pela cara do jogo, surpreendente.
O New Orleans Saints viajou até Maryland para enfrentar o Baltimore Ravens, de Lamar Jackson, Derrick Henry e Mark Andrews, e voltou com uma vitória na bagagem, por 24 a 17.
Foi novamente um jogo padrão do time dos Saints dos últimos anos, de começo lento, bem ruim do ataque, mas tão ruim de Tyler Shough, e o time se manteve no jogo, e no fim parecia que o time que tinha um MVP em campo eram os Saints.
E o “Shough” está apenas começando (desculpem pelo trocadilho, não resisti).

Vai dar ruim
O jogo começou com a defesa conseguindo parar o running back dos Ravens, a máquina de demolição Derrick Henry, contando com um drop do tight end Mark Andrews. Mas na tentativa de estabelecer um jogo terrestre, os Saints devolveram a bola em sete jogadas.
E os Ravens mostraram que são um dos melhores ataques da liga, e numa campanha cheia de passes de Jackson e corridas de Henry, Baltimore anotou um touchdown com Derrick Henry faltando menos de três minutos para o fim do primeiro quarto.

E tudo poderia ser pior. Depois dos Saints devolverem a bola na campanha seguinte, os Ravens voltaram ao campo de ataque, só que o defensive end Carl Granderson esticou o bração e bloqueou a tentativa de field goal de Tyler Loop. Por conta disso, os Saints foram ao ataque e Daniel Carlson mostrou como se faz, anotando um field goal de 23 jardas.
O ataque continuava com muitas dificuldades de estabelecer um jogo terrestre, e Tyler Shough continuava distribuindo passes para Juwan Johnson, Alvin Kamara, Devaughn Vele e, na hora do aperto, para Chris Olave. Só que não estava sendo eficiente, e os Ravens novamente anotaram um touchdown, com um passe de Jackson para Rashod Bateman, de 22 jardas, faltando 28 segundos para o fim do segundo quarto, numa falha grave do cornerback Kool-Aid McKinstry.
Só que os Saints mais uma vez demonstraram que não vão desistir dos jogos tão facilmente, e com um retorno de 53 jardas, o calouro Barion Brown colocou o time no campo de ataque para, ao fim do primeiro tempo, anotar um field goal de 47 jardas.

Vai dar bom
Começa o segundo tempo, e Carlson anota seu terceiro field goal, agora de 51 jardas. Como é bom ver alguém capaz de chutar. Enquanto isso, Baltimore anotou um field goal de 49 jardas, colocando o placar, perto do fim do terceiro quarto, em 17 a 9.
Não sou analista do Ravens, mas aqui vou deixar minha crítica ao time deles. Se seu time tem um dos melhores corredores da liga, seu treinador não pode limitar ele a apenas cinco tentativas de corrida em todo o segundo tempo. Mas isso é problema deles, e sorte do New Orleans Saints.

E os Saints têm em seu quarterback Tyler Shough uma grande esperança para esta temporada e para o futuro próximo. E também têm Chris Olave. E no último quarto os dois resolveram mostrar serviço.
Na primeira campanha, em 11 jogadas, Tyler Shough encontrou um passe de 21 jardas para Olave anotar um touchdown em um ataque muito bem trabalhado com Vele. Os Saints partiram para uma tentativa de anotar dois pontos extras, que foi frustrada. Mas os Ravens fizeram muita força para ajudar e, com uma falta, a tentativa para uma jarda contou com uma corrida de Travis Etienne Jr., e o placar ficou empatado em 17 pontos.

Com excelente trabalho da defesa, a bola retornou para o ataque de New Orleans, com pouco mais de oito minutos para o fim. E em uma grande campanha, os Saints quiseram cometer o crime. E cometeram.
Juwan Johnson teve papel importante em uma recepção ganhando muitas jardas, com ajuda de Trey Hendrickson cometendo falta em Shough, já no two-minute warning. Logo em seguida, Johnson anotou um touchdown, com muito esforço, que a arbitragem considerou com bola a centímetros da endzone. Ele merecia.
Mas tudo bem, Tyler Shough não ia deixar barato. Na jogada seguinte, em uma tentativa de Tush Push, Shough entrou na endzone, mas a arbitragem revisou e não anotou o touchdown. Quarta descida, e lá vamos nós de novo. Uma jogada para corrida de Shough, e desta vez ele não entrou na endzone, muito por conta de falta de facemask para cima dele, mas a arbitragem anotou o touchdown, mesmo depois da revisão. Então tá bom, né?

Deu bom
Com 1:32 no relógio, o Baltimore Ravens partiu para o ataque, mas Jackson lançou uma interceptação no colo do safety Julian Blackmon, em uma tentativa de passe de 30 jardas para Bateman. Treze (13) segundos no relógio, fim de jogo, festa para a torcida em menor número no M&T Bank Stadium, festa em New Orleans, festa aqui no Brasil.
No fim, Tyler Shough comandou outra virada no último quarto, terminando com 27 passes completos de 34 tentativas, para 252 jardas, um touchdown e zero interceptações, e ainda correu nove vezes para 23 jardas e anotou o touchdown da vitória, tendo rating de 107,4. Vamos todos agradecer ao coordenador defensivo dos Ravens que chamou Tyler Shough de “um Josh Allen meio cru”.

Chris Olave recebeu 8 de 10 passes em sua direção, terminando com 86 jardas e um touchdown de 21 jardas. Seu companheiro Devaughn Vele teve 5 recepções em 7 passes na sua direção, e terminou com 68 jardas. O calouro Bryce Lance teve apenas uma recepção para oito jardas. O tight end Juwan Johnson merece destaque, pois recebeu os quatro passes em sua direção, totalizando 66 jardas, com o maior avanço sendo uma jogada de 26 jardas importante para a vitória.
A defesa do New Orleans Saints, comandada pro Brandon Staley, teve uma atuação espetacular, na minha opinião. Ela foi a grande responsável por manter o time no jogo durante o primeiro tempo e acabou decidindo a vitória no finalzinho.
Foram três sacks, sendo um e meio do edge rusher Chase Young e um do linebacker Pete Werner, uma interceptação, decisiva para a vitória e um bloqueio de field goal, com o defensive end Carl Granderson. E a defesa foi um verdadeiro paredão nos dois últimos quartos, cedendo apenas um field goal.



Fotos: Michael C. Herbert / New Orleans Saints
O que vem por aí?
Se a maioria da torcida já contava com duas derrotas nos primeiros dois jogos, inclusive este que vos escreve, o que esperar agora que estamos com uma vitória (quase duas!!!) e a tabela tende a ficar mais fácil para as semanas a seguir?
O New Orleans Saints tem agora uma sequência de três jogos no Caesars Superdome, contra Raiders, Failcons e Vikings. Depois viaja a New York para um confronto contra os Giants e daí a viagem a Paris, para o confronto em território francês contra os Steelers.
E aí? É demais acreditar em cinco vitórias em sequência? É preciso ter cautela, evitar lesões, mas sim, é possível. Precisa melhorar o começo do jogo e encaixar o jogo terrestre. Mas até aí, estamos apenas no segundo jogo da temporada.
O que vai acontecer a gente confere no próximo domingo, dia 27 de setembro, às 17h15 de Brasília, com transmissão pelo Gamepass (DAZN). E veja as análises e expectativas da nossa equipe no We Dat Podcast nº 155, clicando aqui.
Bora, Saints!
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Foto de capa: O quarterback Tyler Shough em ação contra o Baltimore Ravens (Michael C. Herbert / New Orleans Saints)